Culto Cristão na Perspectiva da Prática Pastoral

O conteúdo da disciplina “Culto Cristão na Perspectiva das Ciências Humanas” trouxe uma contribuição significativa à nossa prática pastoral, pois descortinou um cenário de grande amplitude histórica, antropológica, psicológica e pedagógica para o estudo e pesquisa sobre o culto cristão. Outrossim, outorgou uma gama de informações e desafios para se rever os conceitos em uso litúrgico atual, gerando as condições necessárias na elaboração de princípios para uma prática litúrgica adequada e formulação de planejamento litúrgico que contemple a dimensão antropológica do culto cristão.

1. Aprendizado proporcionado pela disciplina

A disciplina contemplou-nos logo de início com uma visão que redimensionou conceitos importantíssimos sobre a inteireza do ser humano e as relações entre ritualidade, fé, experiência ritual e espiritualidade litúrgica. Em seguida, fomos envolvidos pela experiência do Laboratório Litúrgico nos proporcionando uma vivência litúrgica que as aulas teóricas jamais poderiam nos oferecer. A importância da vivência do Laboratório Litúrgico foi vital para o objetivo a ser alcançado na disciplina, levando-nos a considerar que a realização do LL é inegociável como prática sensibilizadora e conscientizadora para a formação litúrgica pretendida. O aprofundamento da temática a partir de textos de Buyst, Baronto, Von Allmen, Ormonde, Blank e Leloup contribuiu significadamente para a instrução formativa dos educandos quanto a vários aspectos da relação entre as ciências humanas e o culto cristão.

•2.Identificação Profissional , Institucional e Perfil Antropológico do Brasiliense

• 2.1.Profissional e Institucional- desenvolvo as minhas atividades ministeriais em Brasília, trabalhando como pastor na implantação de uma comunidade local, na cidade-satélite do Guará, a Igreja Evangélica Congregacional.

• 2.2.Perfil Antropológico do Brasiliense – o brasiliense, quando adere ao cristianismo, adentra na comunidade religiosa trazendo com ele os carrapixos[1] citadinos atípicos e tem tremendas dificuldades para exercer a vida cristã. Ele traz dentro de si uma desassociação entre a parte material (corpo) e a parte imaterial (mente, alma e espírito) do ser humano. Não consegue se achar como um todo que precisa ser tratado como ser completo; antes, cria repartições em sua vida. Possui dificuldades para vivenciar relacionamentos com seus pares, pois não foi criado com relacionamentos abertos e possibilidades de novos relacionamentos. Apresenta medo na hora de manifestar os seus sentimentos para com o seu próximo, devido ao fato de não desenvolver relacionamentos em que a confiança entrelaça e nutre as pessoas no exercício da amizade e da fraternidade. Tem barreiras para ser aceito em grupos, uma vez que ele mesmo tem dificuldade para aceitar pessoas. Vive relacionamentos superficiais, imaginários e artificiais.Convive com pessoas que não se encontram com outras pessoas e que fogem das possibilidades de se encontrarem com outras, porque receiam o fato de serem expostas em seus limites relacionais. Não nutre relacionamentos em que haja compromisso, pois compromisso gera envolvimento profundo. Diante da necessidade do próximo, ele faz como a galinha que dá somente os ovos para atender ao faminto, mas jamais faria como o porco que dá a própria vida para que o faminto tenha o seu toucinho na feijoada. A participação dele num projeto social para socorro aos necessitados restringe-se a uma atitude originada no materialismo de sua vida: Ele paga para alguém socorrer o necessitado, mas jamais desce ao fundo do poço aonde este necessitado possa estar. Vive procurando por fórmulas mágicas na religião para encontrar as soluções das quais necessita para a sua vida, mas não possui a habilidade ou o desejo de desenvolver uma vida cristã sadia vivenciada a cada dia. Conseqüentemente, não há uma assiduidade em sua ida ao templo para não ser envolvido numa ativa participação litúrgica comunitária; se a sua presença no templo for constante, das duas uma , ou ele teve uma experiência transcendental ou está com um grande problema e, desesperado, busca o alívio mágico.

•3.Incorporação do aprendizado proporcionado pela disciplina à Prática Pastoral

Diante deste quadro supracitado, surge naturalmente o questionamento pastoral: Como alcançar este brasiliense ?
A disciplina ofereceu-nos grandes possibilidades para trabalhar as grandes dificuldades encontradas na sociedade brasiliense. Ela nos trouxe um descortinar de uma dimensão muito ampla quando viabilizou a possibilidade de estabelecer a conexão entre a porção material(corpo) e a imaterial (mente, alma e espírito) do ser humano, integralizando-o na sua vivência e ajudando o mesmo a firmar-se na vida cristã através da relação entre a ritualidade, fé, experiência ritual e espiritualidade litúrgica.
O grande desafio agora é estabelecer pontes pelas quais possamos trafegar conduzindo e resgatando os valores aprendidos para a prática litúrgica cotidiana.
Abordaremos a fundamentação bíblico-teológica e antropológica. Depois, falaremos sobre os resgates dos ritos , da ação ritual como fonte de espiritualidade e da necessidade de se investir na aprendizagem da experiência litúrgica.

3.1. Fundamentação bíblico-teológica – toda vida cultual do povo de Deus emana da própria Beleza Divina e do próprio ato de culto que foi instituído por Ele: “Fazei isto em Memória de Mim”. Este Deus que Se Encarnou, assumindo a forma humana tocou-nos da forma mais profunda que alguém poderia usar para realizar tal façanha. Se fez um de nós, assumindo as nossas dimensões humanas para revelar as Suas dimensões divinas e fazer com que fóssemos participantes delas. Este ato memorial instituído pelo Senhor Jesus Cristo é mais do que uma lembrança evocada do passado, é mais do que algo simbólico…é a anamnese. Esta anamnese consiste em recapitular o passado e o futuro da história da salvação. Ela traz o passado e o futuro para o “hoje”do cristão. Esta ação dá-se através do rito da Eucaristia, do Batismo, da Páscoa, etc. O rito, ou seja, a repetição, é nas palavras do apóstolo Paulo, “segurança” para os cristãos [2]. As ações rituais são imprescindíveis para a fé dos cristãos e de suas experiências religiosas. Elas, as ações rituais, são a codificação e condensação da fé cristã, pois “cremos naquilo que celebramos e celebramos aquilo em que cremos”[3].
A fé cristã para manifestar-se na vida das pessoas necessita dos ritos. Os ritos se não forem bem trabalhados se esvaziam e se transformam em coisas ocas. Ritos sem ritualidade é ritualismo. A ritualidade vivifica os ritos. É a ação do Espírito Santo [4]que quebra o esvaziamento dos ritos, é o Cristo Ressurreto que toca a vida dos cristãos, renovando-os para a vida. Os cristãos falam, cantam, andam, oram, ajudam, compartilham e levam as cargas uns dos outros porque foram tocados pelo Cristo. Tocados por Cristo, os cristãos saem a tocar a outros. A liturgia é uma ação e experiência comunitária, algo de todos e para todos.
Na experiência litúrgica cada cristão conhece por dentro o conteúdo da fé, pois a ação litúrgica é expressão objetiva da fé cristã[5]. Nesta ação litúrgica, os partícipes assimilam e se apossam em nível pessoal, existencial, subjetivo, aquilo que o rito expressa objetivamente: a atuação pascal de Deus[6]…Esta experiência litúrgica envolve a inteireza do ser do cristão; todas as áreas da vida do cristão são alcançadas. A experiência litúrgica é uma experiência ritual da ação pascalizante do Cristo Ressuscitado no Espírito, pelo qual os participantes da ação litúrgica se deixam atingir e transformar gradativamente naquilo que o rito significa[7]. Esta transformação pode ser chamada de espiritualidade litúrgica, significando o processo pelo qual o cristão nutre-se, amadurece, aperfeiçoa e chega à maturidade; isto acontece com a participação dele na liturgia.

3.2. Fundamentação antropológica – segundo Ione Buyst o sujeito da liturgia são pessoas humanas e, devido a este fato, não podemos separar a dimensão teológica da dimensão antropológica[8]. O ser humano é quem vivencia a aliança que Deus estabeleceu com ele; este ser humano crê e cultua a este Deus. Portanto, precisa haver um enlarguecimento da base antropológica na teologia[9].
A ação litúrgica envolve a pessoa em todo o seu ser. As dimensões humanas por inteiro são alcançadas e participam daquilo que a liturgia expressa: o mistério da salvação realizado em Cristo Jesus! Esta ação é conjunta em todas as dimensões do ser humano, ou seja, na unidade do ser. Há uma unidade e uma totalidade no ser humano. Deus age na totalidade do ser.
Não se pode pressupor uma visão antropológica que divida o ser humano em duas partes – alma e corpo. O ser humano é mais do que o fruto de uma reflexão dualista. O ser humano não é apenas uma alma e o corpo separados um do outro; ora o corpo age, ora a alma age. Também é muito mais do que a soma destas duas partes, que poderia resultar num ser humano com uma alma e um corpo. A soma das partes que constituem o ser humano é uma totalidade de inteireza, a inteireza do ser.
Este ser humano por inteiro, age e interage, com toda a dimensão e inteireza do seu ser. Até mesmo quando os seus lábios cessam de falar, ele continua comunicando-se com o seu silêncio, seus gestos, suas atitudes, sua presença, seu calor humano, sua participação, sua espontaneidade, sua alegria, sua tristeza, seu apoio, sua empatia, seu olhar, etc. Um ser humano inteiro somente poderia agir por inteiro diante de seu semelhante. Não poderia esperar que partes da dimensão dele estivessem vivas e outras, estivem mortas.
É com a inteireza do seu ser que o cristão estende a sua mão para cumprimentar a alguém, que a levanta puramente diante de Deus para bendizê-lo, para suplicar algo a seu Criador e Deus, leva a sua oferta à mesa do altar e com ela estendida sobre aqueles que se dizem seus inimigos, abençoa-os diante do Senhor!

O resgate dos ritos

Em nossa prática pastoral temos iniciado um projeto de valorização dos ritos[10]. Temos conscientizado a comunidade acerca de sua real importância através da execução dos próprios ritos (Eucaristia, Batismo, Imposição das Mãos, Gesto da Paz, etc.). Cada momento tem sido muito especial para a comunidade quando lhe damos a oportunidade de vivenciar o rito, como gesto humano. Esta participação da comunidade na execução dos ritos desperta não somente a ação corporal, mas sobretudo as dimensões cognitiva e afetiva. Cada gesto aguça a participação das pessoas quando elas mesmas sentem e vivenciam um olhar, um cheirar, um ouvir, um degustar, um apalpar. Todas estas sensações são únicas para cada pessoa da comunidade, são momentos particulares. Entretanto, vivencia-se uma unidade por parte da comunidade como um todo, quando ela se vê envolvida pela ritualidade na execução do rito. E aí, constata-se de que os ritos interligam as várias dimensões dentro das pessoas e integram a pessoa à comunidade. As pessoas da comunidade agem e interagem constantemente na vida litúrgica a cada celebração, pois elas são responsáveis pelo planejamento e execução. Como pastor, apenas ofereço as ferramentas necessárias para que as pessoas façam a liturgia em cada celebração. É muito interessante acompanhar a comunidade valorizando os ritos e, esta valorização, é plenamente observável no esmero com o qual a comunidade dedica-se em cada celebração.

A ação ritual como fonte de espiritualidade

A partir do aprendizado desta disciplina, desencadearemos um trabalho voltado para o fato da ação ritual como fonte de espiritualidade. Isto faremos proporcionando vivências com grupos da comunidade. Realçaremos a valorização da corporeidade. Orientando as pessoas a levar a sério os gestos expressados através de seus corpos, tais como: falar, cantar, orar, cheirar, degustar, ver, ouvir, apalpar, tocar nas pessoas, deixar que outras pessoas lhe toquem. Vamos oferecer momentos vivenciais para uma conscientização sobre o corpo. Oportunamente, vamos facultar momentos vivenciais além da utilização mecânica do corpo. Oferecer condições para que as pessoas possam falar sem palavra alguma, possam ouvir o silêncio, ver no escuro, sentir o cheiro da verdade, dançar com a alma e cantar sem o uso da voz, mas expressando-se com todo o ser. Investiremos na superação do racionalismo e do verbalismo, criando momentos de sensibilização com símbolos e conduziremos as pessoas da comunidade a participarem cada vez mais ativamente dos ritos[11].

Investir na aprendizagem da experiência litúrgica

Criaremos vias que possibilitem à comunidade uma participação litúrgica em nível de experiência. Serão caminhos e motivações que despertem a alma para o aprendizado da interiorização dos símbolos, dos gestos, dos cantos, das palavras ouvidas e ditas[12]. Abriremos espaços para a vivência interior, criando momentos de silêncio após a leitura da Palavra de Deus, entre as orações, após a prédica, etc. Geraremos espaços para uma meditação ativa[13] na vida das pessoas.
A experiência litúrgica é uma maneira espiritual e comunitária de celebrar e de participar da liturgia[14]. Ela situa-se na procura de expressar a dimensão subjetiva, interior, afetiva, mística da liturgia, completando a dimensão objetiva, corporal, racional, profética e comunitária[15]. A ação litúrgica é expressão objetiva da fé. A cada participação das pessoas na liturgia, ela passa a ser conhecida como experiência ritual; esta experiência conduz a pessoa cristã a subjetivar a ação litúrgica para aplicá-la à sua vida.

Formando uma nova geração

Em toda a nossa comunidade estaremos sempre trabalhando o gesto corporal, sentido teológico-litúrgico e a atitude espiritual. A cada participação da comunidade para celebrar envolveremos a todos em atitudes celebrativas que atinjam toda a dimensão e inteireza do ser em cada pessoa. Trabalharemos para que todo o ser seja despertado em cada celebração. Que cada ser humano veja, sinta, apalpe, deguste, cheire – use toda a inteireza de seu ser em cada celebração. Que ele abrace, cante, ande ao encontro de seu irmão, apoie, leve as cargas, una-se aos outros e saiba que ele é apenas um membro, mas ali está o Corpo de Cristo – a Igreja.
A cada celebração realçaremos o sentido teológico-litúrgico, enfatizaremos a experiência do divino em Jesus Cristo, relembraremos o conjunto das crenças cristãs e conclamaremos as atitudes básicas que surgem naturalmente das convicções. Faremos uso de expressões rituais a serviço da reprodução da experiência, com o propósito de despertar cada pessoa para as crenças cristãs e as atitudes decorrentes delas. Através das práticas rituais que objetivam a fé, cremos que as pessoas irão subjetivá-la para a sua realidade pessoal. Nesta subjetivação da fé, cada pessoa envolver-se-á com o transcedente e participará cada vez mais como aqueles que exercem uma ação ritual.
Diminuiremos cada vez mais as liturgias verbalistas e daremos espaço para liturgias que alcancem a corporeidade de cada cristão. Uma liturgia que toque corpo, mente, alma e espírito. Uma liturgia total a serviço de um Deus que em Sua totalidade se encontra com o Seu povo.
Enfatizaremos uma liturgia que está ligada aos problemas da vida de cada cristão; uma liturgia que tem sentido e faz sentido na realidade de vida do cristão. Uma liturgia que revela o transcendente, mas que revela o imanente. É o Deus de longe (Infinito, Imortal, Soberano, etc.), mas é o Deus de perto (Encarnado, que foi tentado em todas as coisas que somos tentados, conhece as nossas fraquezas). É o Deus que venceu a morte, o mundo e o diabo! Ele pode nos socorrer, porque Ele já venceu os inimigos de Seu povo. A cada dia o cristão toma posse desta vitória na sua caminhada para a Jerusalém Celestial, através da ação litúrgica.

Conclusão

Não basta o conhecimento da mente sobre este assunto, é necessário apossar-se dele com toda a inteireza do ser. Experimentar a cada dia a corporeidade, o sentido teológico-litúrgico e a atitude espiritual. Crescer na apropriação e vivência da experiência litúrgica. Entender que há um desafio contínuo e que somos responsáveis por fazer e divulgar que não haverá participação na liturgia, sem formação litúrgica[16]. Em lugar de apenas transmitir conhecimento às pessoas, necessita-se de se levar as pessoas a vivenciarem…experimentarem a liturgia[17]. Isto, só será possível se cada liturgista formador se aprofundar na temática litúrgica, preparar-se e executar a ação ritual e formar ao cristão adequadamente para que exerça o seu papel litúrgico.

Dr. Alberto Matos
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[1]Lembra-nos a figura da ovelha que quando anda sozinha por caminhos que lhe parece direito, volta cheia de carrapixos para o pastor limpar a sua lã.
[2]”…Não me aborreço de escrever-vos as mesmas coisas, e é segurança para vós” – Fp.3.1b.
[3]cf. “Lex orandi, lex credendi”.
[4]O Espírito Santo é Agente Vivificador: “E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita” – Rm.8.11.
[5]Ione BUYST, “Experiência Litúrgica”.
[6]Ione BUYST, “Experiência Litúrgica”.
[7]Ione BUYST, “Experiência Litúrgica”.
[8]Ione BUYST, “Ritualidade”.
[9]Ione BUYST, “Ritualidade”.
[10]”O que é um rito? …É um gesto ou um conjunto de gestos ou ações simbólicas, escolhidas por um determinado grupo de pessoas para expressar sua identidade. Na tradição judaico-cristã, o rito ou ação ritual é sempre memória: atualiza, traz presente, aqui e agora, a intervenção de Deus em determinado momento da história do povo. Para os cristãos, o rito ou ação ritual é sempre memória de Jesus, o Cristo: Façam isto para celebrar a minha memória!” – Ione Buyst.
[11]Ione BUYST, “Barro e Brisa, Convite à Experiência Religiosa Ritual: Para que a ação ritual possa ser fonte de espiritualidade…é necessário que seja realizada de forma a possibilitar uma experiência ritual, uma experiência litúrgica.
[12]Ione BUYST, “Barro e Brisa, Convite à Experiência Religiosa Ritual.
[13]Ione BUYST, “Barro e Brisa, Convite à Experiência Religiosa Ritual: Meditar não se faz necessariamente no silêncio verbal e gestual; além da meditação passiva, ..existe a meditação ativa, quando vivenciamos os gestos, atitudes e movimentos do corpo com todo o nosso ser.
[14]Ione BUYST, Experiência Litúrgica.
[15]Ione BUYST, Experiência Litúrgica.
[16]Ione BUYST, Ritualidade.
[17]Idem.

Projeto de Reforma do Lugar Litúrgico

O culto é o encontro de Deus com o Seu Povo; este encontro acontece no Lugar Litúrgico.

Entretanto, o que é Lugar Litúrgico? É o lugar onde Deus Se encontra com o Seu Povo.

Deus sempre encontrou-se com pessoas em vários lugares. Esses lugares foram separados com um propósito especifíco, o da renovação da relação entre criatura e Criador. Isto dá-se através do encontro entre criatura e Criador num lugar. Este lugar não se torna sagrado e único, mas torna-se em Lugar Litúrgico, ou seja lugar em que Deus se encontra com os Seus. A sua relevância consiste no fato de ser portador de um significado (White:P.66).

A Bíblia descreve vários lugares de relevância, entre eles encontramos o Jardim do Éden (Adão – Gn.3.8), uma montanha (Abraão – Gn.12.8), um lugar indefinido algum momento na caminhada para Berseba (Isaque – Gn.2623,24).

A relevância do Lugar Litúrgico solidifica-se ao longo do tempo através de um crescimento estrutural de sua dimensão, pela maneira de Deus tratar este assunto. Primeiro, Ele ordena a Moisés para construir um Tabernáculo (Lugar móvel). Em segundo lugar, Salomão é separado para um propósito especifíco, o de construir um Templo (fixo). Em terceiro momento, surge Cristo como Tabernáculo de Deus entre os homens. Numa quarta etapa, encontramos a Igreja – Corpo de Cristo e, na quinta etapa (pelo menos é que temos revelado na Bíblia), Deus será o Templo Eterno de Seu Povo (Ap.21.22).

Este desejo, irrevogavelmente comprovado através da história, de Deus querer habitar no meio de Seu povo, conduz a Igreja a considerar seriamente, neste presente tempo, o Lugar Litúrgico utilizado por ela em seus encontros com Ele. Atentando também para o fato, de que é neste lugar que Ele tabernacula nela e através dela.

Nos dias atuais , o Corpo de Cristo tem utilizado-se de prédios, aos quais são denominados de templos, igrejas, santuários, etc.

Estes lugares utilizados pelo Corpo de Cristo, enquanto espaços e centros físicos, podem “não somente refletir as maneiras em que os cristãos prestam culto, mas também dá a forma do culto e não poucas vezes lhe dá forma inadequada (White:P.67).

No livro “Arquitetura e Liturgia”, a arquiteta Regina Céli de Albuquerquer Machado diz que a arquitetura pode estar a serviço da Liturgia criando um Lugar Litúrgico adequado para a comunidade celebrar; este lugar será sinal da nova vida que a Igreja tem em Cristo Jesus.

Este lugar deve falar ao mundo através de seus espaços e centros quem é o Deus deste povo, o que Ele fez e faz pelo mesmo e o que Ele pode fazer para com aqueles que ainda não se relacionam com Ele.

Considerando as perdas teológica-litúrgicas, antropológicas e arquitetônicas que se aglomeram na caminhada da Igreja à luz dos fatos supracitados, empreendemos este Projeto de Reforma da Igreja Evangélica Congregacional no Guará, situada em Brasília-DF, enquanto Lugar Litúrgico.

O Lugar Litúrgico na Perspectiva Teológica-Litúrgica

O Lugar Litúrgico é o local onde Deus Se faz Presente no meio de uma comunidade reunida em Seu Nome.

Neste local Ele habita no Corpo de Cristo, corpo que cresce para templo santo no Senhor – no qual todos os integrantes são edificados para morada de Deus em Espírito (Ef.2.21,22).

Nesta reunião em Seu Nome, é que a percepção da comunidade se aguça para a autodoação divina. A cada encontro que Deus tem com a comunidade, ela torna-se mais cônscia desta autodoação.

Esta autodoação divina torna-se cada vez mais visível na ação de Deus na comunidade. É O Deus que serve a todos, independemente, de serem bons ou maus (Mt.5.45). Ele se dá às pessoas. É O Deus que não é impulsionado por ninguém, mas de Si mesmo Ele se dá (Jo.10.17,18).

Através desta autodoação Ele gera vida e, vida em abundância, no seio da comunidade. A comunidade participa da vida e, celebra a vida. Isto é possível, porque a comunidade contempla aos atos do Deus Bom e Abençoador. Ela contempla e age, experimentando e transmitindo o derramar da graça divina.

A comunidade participa da vida abundante a cada encontro com Deus no Lugar Litúrgico. É neste lugar que Deus permite, convoca e se encontra com o Seu povo (Sl.50.5; Hb.10.25).

Este Deus que Se encontra com a comunidade, pondo-Se no meio dela, encerra através desta postura, o ensinamento de proximidade, igualdade e mutualidade. Ele é próximo, é Deus de perto (Fp. 4.5). Ele é O Deus de cada um (Deus de Abraão, Isaque e Jacó – Ex.3.6), mas é O Deus de todos…é O Deus de toda a comunidade. É o mesmo Deus para todos e, isto, torna todos iguais. Estes que são todos iguais são servidos por Deus e devem servir a Ele – isto chama-se mutualidade. Esta mutualidade deve ser posta em ação dentro da própria comunidade.

A Dimensão Antropológica no Lugar Litúrgico

Conforme White, uma descrição funcional do culto é falar, agir e tocar publicamente em nome de Cristo.

Há uma dimensão antropológica inegável no culto , muito ampla e profunda. Enquanto “tudo que acontece no Culto depende de Deus, porém ocorre por meio dos instrumentos da fala humana e do corpo humano” (White:P.68).

Esta dimensão antropológica, conforme Jaci Maraschin, em A beleza da santidade:ensaios de liturgia, P.75, lembra-nos que o Lugar Litúrgico “destina-se à função litúrgica que é, poe natureza , função humana”.

São as pessoas que dão vazão à espiritualidade através de corpos que falam, agem e tocam em nome de Deus. Elas usam o próprio corpo para cantar, orar, abraçar, sentar, etc., ou seja, não há outro meio para fazer isto.

Nesta relação antropológica a comunidade vive a igualdade, independentemente de cor, raça, sexo, idade, situação social e exerce a mutualidade. Em seu seio, os cristãos oram, exortam, edificam,levam as cargas, confessam as suas culpas e ajudam uns aos outros.

Esta relação antropológica da comunidade no Lugar Litúrgico, através da mutualidade, como um dos sinais visíveis do Reino de Deus, legitima e autentica a afirmativa de que Deus está no meio dela.

Com a presença de Deus legitimada em seu meio, a comunidade torna-se autorizada diante de um mundo sem Cristo a falar, agir e tocar em nome de Cristo de uma forma diferente das que as religiões costumam fazer – ela faz com autoridade divina, isto é, com unção. E é a unção que despedaça o jugo (Is.10.27) e proporciona eficácia na evangelização dos pobres, na cura dos quebrantados de coração, na libertação dos cativos e oprimidos , na cura dos cegos e no anunciar do ano aceitável do Senhor (Lc.418,19).

Esta ação autorizada da comunidade num mundo carente e necessitado, atrai às pessoas para ter esperança de justiça e de uma sociedade melhor num sistema cruel e esmagador, quando deveria estar a serviço do bem comum.

As pessoas castigadas e esmagadas por tamanha atrocidade no sistema em que vivem, podem encontrar na comunidade um lugar de paz, justiça e solidariedade.

Nesta comunidade haverá o desenvolvimento de laços de comunhão, comunhão que gera fraternidade. Fraternidade que molda as relações, criando um ambiente equilibrado, no qual os mais fortes se enfraquecem ao darem a sua força para que os mais fracos sejam fortalecidos, de forma que todos usufruam de igualdade.

Enquanto, os fortes se enfraquecem dando a sua força aos fracos, eles estão se fortalecendo, mas isto só é possível porque os mais fracos existem neste corpo. Na verdade, os fracos são fortes porque conseguem fazer com que até os mais fortes sejam fortalecidos. De sorte, que neste corpo, ninguém deve nada a ninguém, a não ser o amor (Rm.13.8).

O amor é o lastro de todas as atividades da comunidade no Lugar Litúrgico. Por isto, o Divino Mestre afirmou que toda a lei e os profetas dependem dos dois mandamentos de se amar a Deus e ao próximo (Mt.22.34-40).

Nas atividades da comunidade que têm como lastro o amor, os cristãos podem encontrar abrigo. Abrigo para as jornadas das incertezas da vida, num momento caótico em que mergulha o mundo, no qual não se tem certeza de nada, a não a certeza das incertezas de todas as coisas.

Em meio a este clima de incertezas, na comunidade, os cristãos podem sonhar…os seus próprios sonhos…os sonhos de todos…e também os sonhos de Deus! Eles podem abrir a alma e numa terapia comunitária, o próprio Deus remove as frustações, cura as feridas e sara aos quebrantados de coração.

O Deus que sara a alma das pessoas, sara também os corpos – mesmo quando a ciência médica diz que já não há mais jeito.

Neste agir divino, socorrendo o aflito e desesperançado, este Deus diz às pessoas que elas podem ter expectativa de um futuro bom. De que a fé delas não será malograda. Elas sabem que não cultuam a um homem ou filho do homem que mente ou se arrepende, mas a um Deus que as ama. Assim, elas são fortalecidas e saem a fortalecer umas as outras.

Como pessoas fortalecidas elas geram em seu próprio meio a certeza de que neste Lugar Litúrgico, elas podem achegar-se ainda quando se sentirem fracas, pois no meio delas está Aquele que suscita força na fraqueza humana.

Desta forma não há necessidade de alguma delas se sentir constrangida, por causa de suas próprias fraquezas, pois toda fazem parte da família de Deus.

Como filhos do mesmo Pai, todos são irmãos. Nesta fraternidade vivenciada por irmãos, pode-se ter um lugar que dá os bem-vindos ao cansado, porque aqui também é lugar de refrigério.

Este refrigério não é algo apenas para a alma do cristão, mas é refrigério também para o seu corpo, quando temos pão para o faminto e água para o sedento.

Abastecidos em todos os sentidos, o cristão compreende, sem dúvida alguma, de que no Lugar Litúrgico ele encontra a unidade de um povo na diversidade dos interesses egocêntricos da humanidade, beleza divina diante da feiura do mundo causada pelo pecado, cores vivas e belas diante de um cenário humano desfigurado e pálido, alegria e música numa vida sem nenhuma melodia agradável e as águas salvadoras do batismo perante um mundo que em sua própria condenação polui as águas.

A Relação do Lugar Litúrgico e a Arquitetura

“Uma comunidade, na maioria das vezes, ergue um templo dentro de suas possibilidades técnicas e financeiras” (Regina Céli de A. Machado, O local de celebração: arquitetura e liturgia. São Paulo:Paulinas, 2001. P.27). Quando assim acontece, a comunidade descaracteriza muitas vezes o Lugar Litúrgico naquilo que ele deveria ser e representar , bem como a si própria .

Segundo Machado (p.14), “a igreja é a imagem da comunidade que ela abriga. A construção reflete um jeito de ser Igreja em determinado tempo e lugar”. Ou seja, a comunidade não pode construir algo aleatoriamente por causa de circunstâncias locais e temporais. Antes, deverá empreender uma compreensão de quem seja, o que almeja, por que e para que deseja tal construção. Não se pode ter sucesso num empreendimento, no qual não se observa os parâmetros necessários.

A arquitetura observa os parâmetros necessários e contribui, significadamente, para organizar o Lugar Litúrgico, porque coloca-se neste momento a serviço da Teologia Litúrgica. Então ela disponibiliza a distribuição dos espaços e centros litúrgicos à luz da ciência teológica-litúrgica.

Com a correta distribuição dos espaços e centros litúrgicos, a arquitetura do prédio definirá o significado do culto para aquela comunidade, o cenário e o abrigo necessário em que a comunidade realizará o seu culto e apresentará para estas pessoas , oportunidades e limites, abrindo algumas possibilidades e fechando outras” (White:P.67).

White ( P.67) afirma que ” sem prédio a comunidade poderia prestar culto apenas com dificuldades, muitas vezes a comunidade cultua com dificuldades por causa deles” e que “toda a história da construção de igrejas é a história dos ajustes entre as melhores disposições para falar em nome de Deus e para tocar em nome de Deus”. No que a comunidade percebe que a relação entre a arquitetura e a liturgia é intrínseca e como o Lugar Litúrgico utiliza-se de uma linguagem não-verbal tão profunda no culto, ela dá-se conta acerca da relevância com a qual deve tratar esse assunto.

Espaços e Centros Litúrgicos

A relevância desse assunto implica numa compreensão teológica-litúrgica de que Deus Se encontra com o Seu povo neste Lugar Litúrgico e , isto, implica na existência de um espaço de encontro.

Este Deus que Se encontra com a comunidade , Se faz presente no meio dela – no espaço congregacional. Espaço no qual a comunidade cultua a Deus e Ele Se revela no seio dela.

Esta comunidade que vê este Deus presente, falando, agindo e tocando pessoas através de pessoas em seu meio, tem a necessidade de ter um espaço de locomoção que seja generoso, significativo e flexível no qual as pessoas orem, abracem, escutem, confessem e toquem umas as outras em nome D’Ele. Os corredores longitudinais e transversais deverão oferecer mobilidade aos participantes do culto. Nada deverá embaraçar o deslocamento deste povo no exercício da mutualidade do corpo.

Esta mutualidade do corpo passou a existir a partir do momento do batismo, ao qual os cristãos em obediência a Cristo se submetem – isto acontece no espaço batismal. Através das águas purificadoras do batismo estas pessoas estão unidas num só corpo – o Corpo de Cristo.

Essas pessoas unidas em Cristo louvam ao Criador com a própria vida e com hinos e cânticos. A música tem uma importância fundamental na vida do povo de Deus (Ap.5.9,10) e “acrescenta uma dimensão mais profunda de envolvimento no culto” (White: P. 85). Esta expressividade ganha um espaço no Lugar Litúrgico, o espaço do coral. Coral que estará acrescentando uma dimensão de sentimento e beleza, mas que terá uma função muito prática – a de liderar o canto congregacional.

Todos estes espaços supracitados gravitam em redor do espaço da mesa do altar. Nele a comunidade é servida , quando participa da Eucaristia. Não deve haver ali barreiras (altura excessiva, brilho de luz em excesso, cercados ou aparência alguma forma de aparência de recinto sagrado) que inibam a aproximação da comunidade.

Além dos espaços litúrgicos, há os centros. Dependendo da comunidade, eles serão em número de 3 ou 4. Os centros litúrgicos “refletem maneiras como a comunidade percebe a presença de Cristo em seu culto (White: P.72)”.

A Fonte Batismal ou Piscina Batismal serve de recipiente paraa água utilizada no Batismo. O Batismo é uma ordenança do Cristo (Mc.16.15,16) , Senhor e Salvador da Igreja. Foi Ele que o instituiu como sinal visível de uma graça invisível. Através do Batismo as pessoas ingressam na Igreja. Diante desta fato, a localização da Fonte Batismal revestir-se-á de um significado coerente e precisa, sendo estabelecida à entrada do Lugar Litúrgico.

O Púlpito ou Ambão na opinião de White não é uma necessidade, mas uma conveniência. Entretanto, se a leitura e a pregação e da Palavra de Deus forem concebidas como formas de uma nova teofania cada vez que o pode de Deus se reúne, então se faz necessário de um testemunho físico dessa crença na forma de um púlpito (White: P.72). No púlpito a Palavra de Deus é proclamada e, o mesmo, deverá permitir que ela seja visualizada antes e depois de ser utilizada.

A mesa do altar estará no meio da comunidade para ser usada, servindo para se colocar o pão e o vinho da Eucaristia. Não deverá ser um monumento, nem objeto de símbolo religioso ou de arte. Deverá conservar o aspecto prático de sua presença na ministração da Ceia. É sobre o altar que também são colocadas as ofertas trazidas pela comunidade no exercício de sua diaconia para a Igreja, viúvas, órfãos e necessitados.

A cadeira episcopal é a cadeira de quem preside a assembléia. Deve ser discreta e não passar a idéia de trono, mas algo funcional.

White aconselha a “moderação e a discrição nestes espaços e centros, a que ele denomina de essenciais e os únicos que revelamo que é fundamental no culto cristão” (White:P.73).

Critérios de Relevância Prática

O professor White enumera alguns critérios relevantes para aqueles que constroem ou remodelam, são eles: utilidade, simplicidade,flexibilidade, intimidade e beleza (White: P. 81 e 82).

Utilidade – o Lugar Litúrgico deverá ser construído para ser usado e não simplesmente para ser admirado.

Simplicidade – a observação da devoção à simplicidade é responsável por boa parte do sucesso do espaço organizado objetivando-se a maior utilidade.

Flexibilidade – ao se construir não se deve amarrar o futuro (White: P.82). O tempo avança e mudanças consideráveis permeiam a vida da sociedade.

Intimidade – os prédios deverão oferecer intimidade e hospitalidade às pessoas e deverão inspirar a comunidade a vivenciar a ambas. Afinal de contas, esta é a Casa do Pai – a casa de todos os Seus filhos; todos deverão sentir-se abrigados e bem recebidos.

Beleza – a beleza do lugar referencia a beleza d’Aquele que é cultuado neste lugar. O belo não deverá está associado ao luxo, mas à simplicidade de uma estética funcional.

Além destes critérios precisamos observar alguns outros fatores fundamentais na dinâmica desse espaço.

A iluminação é um desse fatores. Ela poderá destacar e valorizar alguns aspectos dos espaços e centros, bem como facilitar a leitura da Palavra de Deus e favorecer as pessoas quando necessitarem se deslocar.

A acústica precisa ser observada carinhosamente, ela ajudará ou prejudicará a celebração. Poderá favorecer a participação da comunidade ou até incomodar e obstacular a participação de algumas pessoas na celebração.

A questão térmica é imprescindível, pois pessoas incomodadas com o calor ou frio terão dificuldades de agirem normalmente no culto.

O berçário para as mães amamentarem, trocarem as fraldas e colocar as suas crianças para dormir também faz parte de uma comunidade que não exclui a ninguém de participar da celebração da vida.

Essa comunidade precisa de dois espaços de sacristia, próximas ao espaço de celebração. Uma de serviço, onde são guardados os objetos utilizados na celebração e outra de preparação para a liturgia.

Esta comunidade includente trabalha bem com os acessos e acessórios para pessoas portadoras de necessidades especiais.

Visualiza bem a comunicação através de seus impressos, confeccionando-os com expressividade. Sabe fixar os seus cartazes em lugares adequados , discretos e visíveis na entrada; lugar em que as pessoas transitam em todas as celebrações.

Trabalha com a distribuição estética das cores nesse espaço adequadamente, utilizando as mesmas com funcionalidade.

A presença de áreas verdes é importante para estabelecer a conexão das pessoas ao Criador da natureza; a natureza inspira o louvor ao seu Criador.

Os recursos tecnológicos áudio-visuais são ferramentas importantes que instrumentalizam os serviços prestados no templo. Um gerador de caracteres é importante para que as pessoas com problemas auditivos possam ter acesso à pregação da Palavra de Deus no mesmo momento em que as pessoas que não possuem essa necessidade, estão ouvindo ao pregador.

As reuniões celebrativas podem ser gravadas em Cd, Dvd, somente o áudio ou áudio e imagem, para serem levadas às pessoas impossibilitadas de virem ao Lugar Litúrgico.

A torre e/ou sino são importantes quando cumprem com a finalidade de tornar o Lugar Litúrgico visíveis na localidade.

A estética na disposição dos espaços e centros, bem como de qualquer objeto no Lugar Litúrgico precisa ser observada, pois um “lugar cheio de coisas tende a esvaziar a alma humana. O vazio, pelo contrário, tende a se encher pelo espírito” (Machado: P.67).

Algo que não pode ser esquecido na construção ou remodelagem de um Lugar Litúrgico é que cada comunidade tem a sua própria realidade. Sendo assim, este lugar, só terá significado se for feito pela a comunidade e para ela (Machado: P.68).

Concluímos este capítulo com a citação de Machado: Construir representa uma decisão muito séria; construir a casa do Povo de Deus é mais sério ainda. É a existência de uma comunidade de irmãos que está comprometida. Construir é fazer a experiência da criação. É um novo começo, uma nova vida, a criação de um mundo novo. Um mundo de fraternidade e liberdade, de comunhão e de graça, de recolhimento e de silêncio, de antecipação de uma realidade sonhada.

Descrição da Igreja Evangélica X – Brasília – DF

A Igreja Evangélica X, na cidade de Brasília, Distrito Federal foi fundada em 21 de junho de 1981.

Durante 15 anos a comunidade teve como Lugar Litúrgico uma sala de 20 m2, no interior da casa pastoral. A falta de um lugar específico para reunir-se, provocou a ida de muitas pessoas para outros grupos evangélicos em todos os anos que esteve ali.

Depois de quatro anos numa jornada empreendedora em busca de um lote para construir o seu templo, recebeu o Termo de Ocupação outorgado pela Terracap, órgão do Governo do Distrito Federal que cuida das questões ligadas à ocupação de espaços urbanos.

No ano de 1995 , realizou na data da posse do lote, um Culto de Ação de Graças contando com a presença das autoridades envolvidas nesta vitória da conquista de um espaço para estabelecer-se em sua sede própria.

Neste mesmo ano cercou e construiu um prédio provisório de madeira, conforme modelo usado na localidade desde a construção da Capital Federal, como o próprio Palácio do Catete, conhecido como Catetinho, morada presidencial que abrigou o Presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira.

Neste barracão de madeira reuniu-se até o ano de 2000, passando a ocupar, provisoriamente, com um grupo bastante reduzido de pessoas, as dependências do templo definitivo que teve a sua construção iniciada em dezembro de 1998.

Várias etapas foram vencidas totalizando 80% da primeira etapa da construção.

Hoje, somos uma pequena comunidade composta de 15 pessoas. Constituída de 3 jovens, 05 adultos e 07 idosos. Simultaneamente, estamos construindo o Templo. Estas pessoas apresentam dificuldades para estarem juntas no Templo ou nas casas devido a questões particularizadas do quadro supracitado. Ora, os idosos, têm problemas com o deslocamento noturno; ora , os demais, têm dificuldades com o horário de trabalho ou de atividades acadêmicas.

Atualmente, temos um grande desafio o de construir dois prédios: um constituído de seres humanos e um outro, de tijolos para abrigar esta nova comunidade de fé.

Descrição Física do Prédio

Numa área de 800 metros quadrados, temos um prédio com 34 metros de comprimento e 12 metros de largura. O primeiro estágio é composto por dois pavimentos. Na parte térrea encontra-se o acesso rampado após uma área de chão coberta por brita. As rampas dão acesso a duas entradas de acesso. Temos duas áreas de dispersão uma maior antes das rampas e um outro menor no final das rampas. No andar térreo, encontra-se logo na entrada discretamente dispostos dois conjuntos de banheiros, um vestiário e banho, um banheiro para pessoas portadoras de necessidades especiais e dois conjuntos infantis de banheiros e bebedouros.

Após o espaço do atendimento das necessidades fisiológicas, temos um corredor que dá acesso para oito salas usadas para grupos pequenos, cada sala tem 20 metros quadrados. Elas foram projetadas com sistema interligado de áudio, vídeo , rede de internet e transmissão via satélite.

Ao final de 20 metros percorridos neste corredor , encontramos um salão multifuncional de 63 metros quadrados. De frente para este salão encontramos uma cozinha, um gabinete pastoral e a secretaria da Igreja. No salão há uma porta de acesso que dá para um corredor de 3 metros de largura por 38 metros de comprimento (outra área de dispersão) e fica próxima ao outro portão de acesso que fica voltado para a via secundária da localidade. Do outro lado do prédio há um corredor de 3 metros de largura por 48 de comprimento usado também para dispersão da comunidade e acesso a telefone e futuro elevador.

No pavimento superior do primeiro estágio , temos o lugar principal de celebração da comunidade que se encontra num salão de 25 metros de comprimento por 12 metros de largura, totalizando 300 metros quadrados. Ao fundo da nave temos uma sala para a preparação da liturgia e um banheiro. Ao lado direito, será o elevador e, no esquerdo, a escadaria de acesso e escoamento de pessoas.

Ao entrar neste salão pela frente que fica voltada para a via principal da localidade, após passar pelo Hall temos duas salas, uma de cada lado. Destina-se a da esquerda, para o berçário. A da direita, para a sala de som e guarda de objetos usados na liturgia. Na frente de uma das salas, encontra-se provisoriamente um mural para avisos.

Não há batistério construído ainda, no projeto ele se encontra perto do presbitério.

No presbitério temos um púlpito de madeira e três cadeiras. Logo na frente temos a mesa do altar em madeira e sobre ela um pequeno arranjo de flores artificiais.

Temos uma tela móvel provisória para projeção.

Usávamos os bancos antigos adquiridos no início da caminhada, mas recentemente adquirimos cadeiras.

No segundo estágio do prédio, sobre a parte final do templo voltada para a via secundária teremos dois pavimentos ; cada um com 108 metros quadrados . Destinar-se-á a 16 salas para atendimento psicológico, médico , odontológico e um complexo com biblioteca, laboratório de informática, centro de vivência e centro de formação profissional para atendimento na comunidade. O acesso deste complexo passa pela escadaria utilizada para ir ao templo.

Por cima das rampas, na entrada, há um ambiente que poderá ser usado para um apartamento que será a residencia do zelador.

Na frente haverá uma área verde com cascata e nos corredores laterais haverá jardineiras com muitas flores coloridas.

Nas laterais do prédio há esquadrias de 6 metros de comprimento por um de largura e, na frente, há esquadrias . A estrutura da torre já está construída e numa próxima etapa será concluída.

Nos Estados Unidos: Pesquisa Coloca Em Xeque A Fé!

Líderes Brasileiros Analisam Resultado da Pesquisa

O cristianismo nos Estados Unidos parece estar em crise. Pelo menos, este foi o enfoque de várias matérias sobre o declínio da fé nos Estados Unidos, publicadas em revistas e jornais de circulação nacional. O assunto sobre a fé nos Estados Unidos surgiu depois que o presidente Barack Obama, em entrevista coletiva, afirmou que os EUA não são mais um país evangélico, mas uma nação que abraça todas as religiões.

A pesquisa realizada pela American Religious Indentification Survey (ARIS), que entrevistou 54,461 pessoas, entre americanos e hispânicos, de novembro de 2008 a fevereiro de 2009, revela que nas duas últimas décadas, o número de evangélicos nos EUA caiu em 10%. Na verdade, a queda maior aconteceu de 1990 a 2001. Veja os números em detalhes. Em 2008, os Estados Unidos tinham 76% de cristãos em comparação com 77% em 2001, uma diferença de 1%. No entanto, se analisamos há 20 anos, em 1990, o número de cristãos era de 86%, uma diferença de 10% em relação a 2008.

Pesquisadores da American Religious Indentification Survey acreditam que as divisões dentro das igrejas protestantes, incluindo metodistas, luteranas e episcopais, explicam o declínio no número de fiéis. Ao longo dos últimos sete anos, a frequência em igrejas protestantes caiu de 17% para 12,9 % da população. Segundo a pesquisa da ARIS, as religiões não cristãs como budismo, islamismo e judaismo representam cerca de 4% da população adulta do país. Ainda segundo a pesquisa, 15% dos entrevistados disseram não ter religião.

Para os líderes cristãos brasileiros da Flórida, o resultado desta pesquisa pode ser interpretado de maneiras diferentes. Questionados sobre os resultados da pesquisa, eles buscam analisar a queda de 10% no número de evangélicos no país mais cristão da terra e explicam se o número crescente de imigrantes morando nos Estados Unidos, com crenças diferentes, contribuiu para que outras religiões tivessem um crescimento maior nos EUA.
Para o pastor Carlos Patente, presidente da Associação de Pastores Evangélicos da Flórida (APEF), a  queda de 10% no número de evangélicos não se deve ao número crescente de imigrantes no país ou no surgimento de outras religiões, “embora isto possa ter uma pequena margem de influência”. “Creio que a queda de 10% seja o reflexo de uma igreja que deixou de cumprir a sua missão, como fazia antigamente”, explicou. “Os cristãos evangélicos de anos passados repassavam, com fervor e ardor, a sua fé e as suas convicções bíblicas aos seus filhos e netos. Como o passar dos anos, com o crescimento econômico e com o esfriamento espiritual da igreja, aumentou o  número de “crentes” nominais que já não faziam mais com os seus filhos o que os seus antepassados fizeram com eles”, afirmou. Para o pastor Carlos Patente, este declínio se deve primeiro a falta de ardor evangelístico que contribuiu para não aumentar o número de convertidos a Jesus, e, segundo, o afastamento de muitos “crentes”, o que contribuiu para diminuir nas pesquisas o número dos “crentes” existentes.

Da mesma opinião é o professor Dr. Alberto Matos, Presidente do Freedom International Ministries na cidade de Orlando, que afirma que o nominalismo, o descontentamento com as formas eclesiásticas em todos os segmentos, o liberalismo e uma vida eclesial acéfala, certamente, tem contribuído para o esvaziamento quantitativo nos dados estatísticos quanto aos evangélicos neste país. “J. Hernandez Garcia afirma que a única causa da proliferação das seitas e religiões é a debilidade da igreja e o empobrecimento da Proclamação das Boas-Novas”, reiterou.

O pastor Silair de Almeida, da Primeira Igreja Batista de Pompano Beach, disse que contesta a pesquisa que relata a diminuição dos cristãos em 10% nos últimos 20 anos. “É mais uma tentativa de apagar o brilho do cristianimo. “Qual é a fonte desta pesquisa? Como foi elaborada? Eles não visitaram minha igreja, que cresceu mais de 1000% em uma década. Quantos milhares de pessoas receberam a Cristo como Senhor e salvador durante as celebrações da última Páscoa?”, afirmou.

Segundo Paulo Abreu, pastor da Igreja Head of Nations e diretor do Abreu & Associates, de Deerfield Beach, o aumento de milhares de imigrantes não professando a mesma fé cristã é a principal razão da pesquisa apontar um número tão expressivo de mudança de fé cristã nos EstadosUnidos. “Mas a pesquisa pode não ser a pura expressão da verdade porque pode ter sido maqueada para causar impressão mais forte nas palavras do presidente, que disse que os Estados Unidos não são mais um país evangélico, mas uma nação de muitas religiões”. O pastor Paulo Abreu disse que vê  a mídia como um poder muito forte de indução de pensamentos. Por outro lado, o pastor vê também certo esfriamento na fé de muitos americanos, pois o estilo de vida, com tudo no comforto, foi levando o povo a se afastar de Deus.

“Creio que há uma queda,  mas não creio que o esfriamento seja tanto e tão grande em tão pouco tempo. Uma mudança neste nível cultural ou espiritual leva muito tempo. E isso é científico, pois se trata de mudança de comportamento cultural de uma geração”, afirmou. Ele disse que os Estados Unidos, por sua constituição, é um país que recebe qualquer imigrante independente de seu credo religioso, então tecnicamente o país abraça todas as religiões e as respeita, o que não significa que esta seja a nossa doutrina de fé. “O mesmo não acontece em países muçulmanos fechados em sua própria religião e onde não existe expressão de nenhum outro credo, havendo sim uma perseguição aos missionários cristãos lá infiltrados, salientou. Pastor Paulo Abreu disse que é  importante ressaltar que, pelo fato do país que respeitar outras religiões não significa abraçar, no sentido lato da palavra, de acolher e aceitar como sendo sua também”, explicou.

Para o teólogo Abraão de Almeida, pastor da Igreja Evangélica Brasileira e diretor do Seminário Betel, em Pompano Beach,  as leis produzidas pelos poderes executivo, legislativo e judiciário, como a proibição de ler a Bíblia e orar nas escolas públicas, o apoio ao aborto provocado, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, etc., testemunham fortemente que, de fato, os Estados Unidos  já não são uma nação cristã. Ele explica que os povos latinos trouxeram para os EUA o catolicismo, o ocultismo e o baixo espiritismo. “Outros povos trouxeram o islamismo , o induísmo, o budismo etc., e até mesmo o ateísmo. “É claro que essas religiões já existiam aqui, porém restritas. Ficou claro, nas últimas eleições, que os eleitores dos estados com maior índice de imigrantes optaram pelo partido mais liberal, ao passo que os estados com menos imigrantes votaram no candidato mais conservador. Devo acrescentar, entretanto, que evangélicos procedentes dos países latinos, especialmente do Brasil e da América Central, e da Coréia do Sul, têm trazido para os EUA o ser fervor cristão, contribuindo para inspirar e avivar as igrejas nacionais deste país”, reinterou. empobrecimento da proclamação das Boas-Novas.

O diretor da Florida Christina University (FCU), dr. Anthony Portigliatti, de Orlando,  explica que da mesma forma que Jesus com todos os apóstolos trabalharam para trazer a verdade e as boas-novas para a Terra, seitas e religiões estão trabalhando hoje para implantar as suas ideologias e doutrinas no mundo. “Os EUA são um dos alvos preferidos. Mas, ao mesmo tempo estamos esperando um avivamento na Igreja. E o Senhor está dando novas estratégias para que um povo maior seja alcançado. Cabe aos evangélicos acordarem para a nova realidade e todas as denominações tradicionais ou renovadas entenderem que estamos vivendo um novo tempo, o tempo da Grande Comissão de Mateus 28.18-20”.

Outra pesquisa, realizada pela Pew Forum Research, mostra a queda na fé dos americanos não é tão grande como a imprensa parece divulgar. Apesar do aumento de pessoas que não acreditam em Deus nos últimos anos e do crescimento de outras religiões no país, hoje 76% dos adultos americanos se declaram cristãos.
A pesquisa realizada pelo Pew Research Center’s Forum on Religion & Public Life em 2008 entrevistou  35 mil pessoas. De acordo com a enquete, 15% da população adulta não tem religião, contra 14,2% em 2001 e 8,2 % em 1990, um aumento de 14.8% nos últimos 20 anos. No entanto, esta é uma porcentagem bem reduzida, se levarmos em consideração que países como Inglaterra tem 45% de pessoas sem religião e Suécia conta com 69% de pessoas que não frequentam uma igreja. Segundo pesquisa conduzida pelo Pew Forum Research 5% dos americanos adultos afirmam não acreditar em Deus,  mas somente 24% desses 5% se dizem ateus. Um fato interessante é que 14% dos americanos que dizem não crer em Deus se classificam como cristãos e 4% como judeus. Os 15% restantes se dizem agnósticos.

O estudo mostra que a  religião está cada vez  mais sendo colocada em segundo plano. Para se ter uma idéia, certa de 30% dos casais não tiveram um casamento com cerimônia religiosa e 27% dos entrevistados disseram que não queriam um funeral religioso. Cerca de 12% dos americanos acreditam em um poder superior, mas não no Deus pessoal, o núcleo de religiões monoteístas. E, desde 1990, tem sido visto um crescimento no número de pessoas que afirmam que fazem parte de algum tipo de movimento religioso, incluindo a Cientologia, Wicca e Santeria.

O estudo também encontrou sinais de uma crescente influência das igrejas que não pertencem a uma denominação mais tradicional.  As igrejas de comunidade, que apresentam uma liturgia mais aberta, cresceram de 0,1% em 1990 para 3,5% no ano passado. Congregações que mais frequentemente usam o termo megachurches são consideradas opção para muitos evangélicos. Estas igrejas usam estilo musical contemporânio para atrair pessoas que não costumam frequentar a igreja.

Os pesquisadores perceberam também que as pessoas preferem ser chamadas de cristãos evangélicos ou nascidos de novo do que de assembleianos, presbiterianos ou batistas, uma opção que revela a preferência pela forma de fé professada em lugar da adesão em uma denominação específica. Os americanos evangélicos ou nascidos de novo representam 34% de todos os adultos americanos e 45% de todos os cristãos e católicos, conforme o estudo. Os pesquisadores descobriram que 18% dos católicos se intitulam cristãos, e quase 39% dos principais protestantes preferem a designação nascidos de novo ou evangélicos.
Por outro lado,  a religião mórmon  teve um crescimento estável, com cerca de 1.4% da população americana nos últimos 10 anos, enquanto o número de judeus praticantes caiu de 1.8%em 1990 para 1,2%,  ou 2,7 milhões de pessoas, no ano passado. O estudo constatou que a percentagem de americanos que se identificaram como muçulmanos cresceu para 0,6% da população, enquanto o crescimento em religiões orientais como o budismo abrandou ligeiramente.

O que pensam os líderes religiosos locais da declaração do presidente

Recentemente, o presidente Barack Obama, em entrevista coletiva, afirmou que os EUA não são mais um país evangélico, mas uma nação que abraça todas as religiões. O pronunciamento do presidente despertou a atenção dos líderes cristãos brasileiros da Flórida.

Segundo o presidente da APEF, Associação de Pastores Evangélicos da Flórida, pastor Carlos Patente, mesmo quando era “um país evangélico”, os Estados Unidos sempre abraçaram outras religiões. Aqui sempre foi um terreno fértil onde floresceu todo tipo de religião. É daqui que, em grande parte, seitas e heresias, as mais estranhas e absurdas possíveis, são “exportadas” para o mundo inteiro. “Se o presidente Obama quis dizer que, diferente de outras décadas, os EUA não são mais um país de predominância absoluta de evangélicos, infelizmente ele tem razão; contudo, se o que ele quis dizer tem a intenção política de enfraquecer o poder e a influência que a igreja evangélica ainda tem neste país, para difundir sua idéias liberais e anti-bíblicas, nisto, acho que ele está errado”. O pastor afirma que  “vamos continuar crescendo como cristãos , pois nossa força é movida pelo espírito de Deus, e não por declaração de um governo. Nossa oração deve ser para que Deus abra os olhos do presidente, e faça ele abraçar a fé que ele diz proclamar. Será que ele é cristão mesmo? E a influência que recebeu do mundo mulçumano.

Segundo Paulo Abreu, pastor da Igreja Head of Nations e diretor do Abreu & Associates, de Deerfield Beach, em seu  pronunciamento, o presidente Barack Obama, infelizmente, mesclou sua opinião pessoal (do Barack Obama, homem com bases religiosas bem diferenciadas em sua infância e que foi doutrinado a abraçar todas as demais religiões pelo ensinamento de sua mãe, justamente por ter vivido em países diferenciados) com a do cargo de  presidente de uma Nação Cristã. “E isso ficou muito ruim. Me fez recordar quando o ex-Presidente do Brasil João Figueiredo, professando sua fé católica, decretou o Brasil como sendo o país da santa Aparecida do Norte, quando ela foi declarada a Padroeira do Brasil e seu  o dia 12 de Outubro passou a ser feriado. Mais uma vez a opinião de um homem num cargo de chefe de estado. Atitudes como estas sempre trazem comprometimento espiritual para a Nação”, explicou.

O pastor Silair Almeida, da Primeira Igreja Batista, de Pompano Beach, disse que vamos pagar um preço muito alto por eleger uma presidente que é extremamente liberal com relação a fé cristã. “Não creio que exista mais espaço no meio evangélico para uma radicalismo chiita cristão, mas também não podemos abrir mão do que chamo de princípios fundamentais da fé cristã”, explicou. Obama, em seus primeiros meses de governo já demostrou que tem pouco compromisso com os valores cristãos, que são fundamentais. Creio que  a política do governo será exatamente de desestabilizar a  igreja cristã evangélica, para mostar ao mundo abertura. Ao dizer publicamente que a América não é mais uma nação cristã, presidente Obama está apenas fazendo uma sugestão política para agradar mulçumanos, judeus”. Ele deseja fazer uma média política e nada mais. A América é um pais cristão e pela graça de Deus continuará sendo. “Vamos continuar crescendo como cristãos, pois nossa força é movida pelo espírito de Deus, e não por declaração de um governo. Nossa oração deve ser para que Deus abra os olhos do presidente, e faça ele abraçar a fé que ele diz proclamar. Será que ele é cristão mesmo? E a influência que recebeu do mundo mulçumano?

Tony Portigliatti, diretor da Florida Christian University, de Orlando, explica que  os preconceitos raciais e religiosos têm sido as duas forças que têm motivado as guerras e desequilibrado as emoções das pessoas. “Entendo perfeitamente quando o presidente Obama diz que os Estados Unidos não são mais um país evangélico porque embora a nação também seja cristã, tem o dever e a obrigação constitucional de governar todas as pessoas independente de raça e de religião”. Portigliatti lembra que aconteceu na Nova Inglaterra, onde a Bíblia foi enterrada pelos puritanos em 1620, o que gerou a chegada do navio May Flower nestas terras que hoje formam os Estados Unidos, quando os peregrinos (pilgrims) deixaram seu país em busca de liberdade de expressão religiosa. “Isto ninguém vai tirar da história e da essência desta nação. Os fundamentos cristãos desta nação ninguém vai tirar porque o país nasceu por causa da necessidade dos ingleses de expressar sua fé em Deus de forma livre”, afirmou.

Para o professor Dr. Alberto Matos, Presidente do Freedom International Ministries, instituição sediada em Orlando   que trabalha com casais e famílias, a afirmativa do presidente Obama, é política. “Eu entendo que há um jogo de palavras mescladas com uma plataforma política de governo do atual presidente. Eu diria que este país nunca foi evangélico, mas sempre teve desde a sua colonização e independência – uma maioria populacional evangélica. Entretanto, é necessário lembrar que os fundamentos lançados para a edificação desta nação, como retratados no National Monument to the Forefathers em Plymouth, MA  (Moral, Educação, Lei e Liberdade) e estabelecidos pela crença em Deus e na Bíblia Sagrada, são a razão deste país ser a única super-potência mundial. Abdicar desta realidade em detrimento da aquisição de uma simpatia diante daqueles que não possuem esta crença, é caminhar em terreno frágil ou em areia movediça”, afirmou.

Será que podemos fazer um paralelo entre a fé e a crise nos Estados Unidos?

Os Estados Unidos sempre foram considerados como o exemplo de uma nação cristã. Mas, uma pesquisa realizada pela American Religious Indentification Survey (ARIS), que entrevistou 54,461 pessoas, entre americanos e hispânicos, de novembro de 2008 a fevereiro de 2009, revela que nas duas últimas décadas, o número de evangélicos nos EUA caiu em 10%. Será que o distanciamento de Deus das últimas duas décadas contribuiu para a crise econômica financeira, uma vez que a bíblia relata vários histórias de julgamento sobre as nações que se afastarem do Senhor? O que pensam os líderes evangélicos brasileiros da Flórida sobre o assunto?

O pastor Carlos Patente disse que crise é um sinal de Deus para que uma avivamento real possa acontecer em nosso meio. Ele faz um paralelo com a bíblia para explicar sua opinião. “Quando alguém pergunta qual foi o grande pecado de Adão, logo respondemos que foi a desobediência, não é? Contudo, a desobediência foi a parte prática do pecado do egoísmo que, na verdade, foi a causa principal da queda espiritual dos nossos primeiros pais.O que eu quero dizer com isto? Quero dizer que, na minha maneira de entender, esta crise pela qual passa os Estados Unidos, que atingiu o mundo inteiro, tem muito a ver com o pecado da ganância do homem e das instituições financeiras, agravado pela má administração dos recursos econômicos e políticos que estão sob a responsabilidade daqueles que dirigem este país e suas respectivas instituições”. Pastor Patente disse que a crise é uma oportunidade de consertar com o Senhor. O pastor explica que Deus coloca uma nação em situação difícil quando deseja chamar atenção para uma área específica. “Quando vemos que mais de 1.5 milhões de abortos são realizados por ano nos Estados Unidos, a bíblia sendo retirada das escolas, podemos ver que esta nação precisa consertar com Deus, não tenha a menor  dúvida”.

Segundo dr. Tony, Portigliatti, diretor da Florida Christian University (FCU), de Orlando, os Estados Unidos sempre foram considerados como o exemplo de uma nação cristã. Questionado sobre se a crise econômica do país seja um reflexo espiritual de uma nação que se afastou dos caminhos do Senhor, Portigliatti disse que o Senhor trata com o seu povo de todas as formas, inclusive através de crises, derrubadas de torres, etc. “Todas as coisas para Ele são apenas detalhes. Embora sejam coisas que atinjam as massas, para cada um em particular são coisas que têm significados e reações diferentes. Sem dúvida tudo isto, demonstrará em quem temos colocado os nossos olhos e em quem temos que colocar o nosso foco”, explicou.

Para o pastor e teólogo Abraão de Almeida, diretor do Seminário Betel de Pompano Beach, a crise econômica nos Estados Unidos é reflexo espiritual de uma nação que se afastou dos caminhos de Deus. O pastor afirma que o mesmo Deus dos tempos do Antigo Testamento é o Deus desta presente dispensação da igreja.  “A Bíblia apresenta, como causas da pobreza, a preguiça (Provérbios 6:6-11), a exagerada busca do lazer e do prazer (Provérbios 21:21), a inveja (Salmo 85:68), a poligamia, o adultério, a prostituição, a avareza (Provérbios 28:22), os vícios e as extravagâncias (Provérbios 20:13; 23:21), a escravidão e a apostasia religiosa, sendo esta última uma das principais razões da pobreza, da injustiça e da miséria social na história humana”, afirmou. Pastor Abraão assegura que nenhuma nação cuja força religiosa é a idolatria ou a feitiçaria livrou-se da miséria econômica e moral. “Se Deus está atento ao comportamento de povos e nações, e os julga já em nossos dias, como acreditamos que esteja, então devemos encarar a crise econômica e outras desgraças também à luz do texto bíblico: Ele cita o texto de Ezequiel 14.13 para corroborar sua opinião: “Filho do homem, se um país pecar contra mim, cometendo uma infidelidade, estenderei a mão contra ele e lhe cortarei os suprimentos de pão, enviarei a fome e extirparei homens e animais”.

Pastor Paulo Abreu também acredita que a crise política do país seja um reflexo espiritual de uma nação que se afastou dos caminhos de Deus. “Em toda a história bíblica vemos que o sucesso ou insucesso de uma nação sempre esteve ligada ao seu comprometimento com o Deus vivo. Israel, por ser um povo que adorava apenas a um Deus dos céus sempre esteve com a benção. E os EUA, por sua base histórica sendo colonizada por peregrinos (os pilgrims) que vieram da Europa à procura de um lugar para viver e professar sua fé, foram criando um país com princípio e temor a Deus. Isso tornou o país na potência que hoje ainda é”, afirmou. Pastor Paulo relembra a história, quand a partir dos anos 70 quando o Liberalismo entrou no sistema de Governo e muitos começaram a abortar Deus de dentro das escolas para não ferir os que não crêem no mesmo Deus, aboliram o Senhor da justiça, dos Governos, e atualmente de suas próprias vidas. “Esse é o caminho da queda. Não importa se seja o caminho de um homem ou de uma nação. Os EUA precisam fazer o caminho de volta para Deus, senão colherá os frutos podres que a Europa está colhendo”.
O professor Dr. Alberto Matos, do Freedom International Ministries na cidade de Orlando, afirma que o  Senhor sempre usou a espada, juízo, peste ou fome para corrigir as pessoas a quem Ele ama. Não tenho dúvida alguma, de que Deus trata com os Seus e também com quem não lhe pertence. Mas, cabe ao povo que se chama pelo Seu Nome, discernir os tempos e os acontecimentos, como vemos em II Crônicas 20.9: Se algum mal nos sobrevier, espada, juízo, peste, ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de Ti, pois Teu nome está nesta casa, e clamaremos a Ti na nossa angústia, e Tu nos ouvirás e livrarás.”

Pastor Silair Almeida, da Primeira Igreja Batista de Pompano Beach, crê que a crise é um sinal de Deus para que um avivamento real possa acontecer em nosso meio. “Crise é oportunidade de consertar com Deus. Deus coloca uma nação em situação difícil quando deseja chamar atenção para uma área específica. Ele também cita como exemplo a retirada da bíblia das escolas e mais de 1.5 milhões de abortos que acontecem nos Estados Unidos como dois fatos que são contrários aos preceitos bíblicos.

Laine Furtado, Editora da Revista Linha Aberta

AS DENOMINAÇÕES DO SÉCULO 21

No apagar das luzes do século XX, estivemos (Reverendos Alberto Matos, Marcone Santana, Josué Cordeiro , José Remígio e Ruth Braga, Amaury e Ruth Jardim ) participando da 5ª Trienal da WECF – World Evangelical Congregational Fellowship, na Cidade do Cabo, Capital da África do Sul, no Hotel Atlântico Royal, com a presença de delegados dos cinco continentes, representados pelas seguintes nações : África do Sul, Austrália, Brasil, Canadá, Escócia, Estados Unidos, Índia, Inglaterra, Irlanda, Macedônia, Micronésia, Nova Zelândia e País de Gales.

Tivemos excelentes momentos de confraternização e reflexões disseminadas e não-disseminadas (teológicas, eclesiásticas , sociais, culturais, etc.). Entre as reflexões não-disseminadas (surgiram espontaneamente devido ao clima de acontecimentos a nível pessoal), algo que marcou a minha vida nestes dias foi o fato de como seriam as denominações evangélicas no século 21.

A WECF de alguma forma através do trabalho que tem desenvolvido tem se preocupado com a caminhada do Congregacionalismo no mundo. As atividades desenvolvidas pela WECF demonstram esta preocupação, tais como: 1) Confraternização entre as denominações congregacionais ao redor do mundo; 2) Intercâmbios (O Rev. Carlos Thonson passou um ano no Canadá para aperfeiçoamento acadêmico como fruto destes intercâmbios que têm acontecido; o Rev. Givanilson Barbosa (AIECB) realizou estudos de aperfeiçoamento da Língua Inglesa na Inglaterra, etc.); 3) Ajuda Espiritual e Financeira para a Macedônia; 4) Visitas de encorajamento (o Rev. Clifford Christensen foi palestrante no Concilio Nacional da AIECB e visitou várias de nossas Igrejas fazendo desafios missionários; eu e o Rev. Marcone Santana estivemos visitando Igrejas Congregacionais de Portugal e Inglaterra, etc.); 5) Permuta de Informações sobre eventos e acontecimentos que envolvem congregacionais em várias partes do mundo; 6) Apoio mútuo entre as denominações (A denominação australiana esteve em Recife doando livros para a Biblioteca e Construindo a arquibancada no Seminário Teológico Congregacional do Nordeste); 7) Fomento e transferência de conhecimento ; 8) Reflexões Teológicas; 9) Conferências Mundiais, etc.

Entre os pensamentos que se originaram a partir do clima da 5ª Trienal, sobre as denominações do século 21 , destaco os seguintes:

1. Ser uma comunidade plenamente engajada na criação de novos caminhos e crescimento das igrejas locais (o “congregacionalismo” em forma de reduto castelar (Lutero no castelo) onde impera a vontade luisiana (O Estado sou eu) está morto ao redor do mundo e não encontrará meios para ressuscitar) para a expansão do Reino de Deus na face da terra;

2. Ser uma comunidade que dará grande atenção para a formação integral dos seus obreiros, para tanto investirá nos professores, pois bons professores geram boa formação para os obreiros; bons obreiros irão gerar boas igrejas. Precisaremos ter professores que estejam integrados às Igrejas, associados aos acontecimentos atuais, que ministrem com a própria vida e sejam referenciais para a formação de novos obreiros. Os novos obreiros para o novo século serão polivalentes não para fazer, mas para gerar “leigos” (utilizo esta expressão por força de expressão, mas não por concordar) capacitados que realizem a Obra de Deus como convém aos santos (Vide Nota 1);

3. Ser uma comunidade de ajuda mútua a fim de que todas as Igrejas cooperem entre si, de maneira que todas sejam fortalecidas (umas por estenderem às mãos em socorro, outras por terem sido socorridas e agora missiologicamente saem para socorrer outras, segundo a sua própria força). É chegada a hora do basta para comunidades egocêntricas e parasitas (a igreja que vive para si não faz “explodir” o evangelho no coração das pessoas para o crescimento do Reino de Deus, antes ela “implode” o evangelho, as pessoas e o crescimento do Reino de Deus);

4. Ser um lugar de aprendizagem múltipla através do exercício das virtudes cristãs que promovem o clima ideal para incubação de uma nova mentalidade e sociabilidade que gere “corpo” ;

5. Ser um local em que questões e soluções relevantes em nível local, regional, nacional e internacional sejam identificadas , debatidas e dirigidas em um espírito de crítica construtiva, encorajando a participação ativa das pessoas nos debates sobre o progresso do crescimento das igrejas, congregacionalismo e Reino de Deus;

6. Ser um lugar em que as pessoas possam obter informações e orientações seguras para a solução dos conflitos vivenciados por elas em decorrência do pecado;

7. Ser uma comunidade, cujos membros plenamente comprometidos com os princípios do Evangelho se engajem na busca da verdade e na expansão do Reino de Deus , teocrática (o indivíduo é um ser pensante e por isto ele faz opção pelo governo da vontade divina), social (equivalência, como cidadãos do Reino) e biblicamente (comprometidos com os ensinos da Bíblia e não com uma hermenêutica pessoal e de interesses particulares), participando do processo de fazer diferença em seu próprio “habitat” e no “mundo” e destacando a cidadania celestial e anunciando a virtude d’Aquele que opera a sua salvação na Igreja;

8. Ser uma comunidade em constante processo da realização da Obra Missionária (as igrejas não deverão ter um programa missionário, mas serem igrejas missionárias);

9. Ser uma comunidade que manifeste ao mundo entorpecido com a sua fedentina maligna, o Bom Perfume de Cristo;

10. Finalmente, ser uma comunidade que realmente “busque em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua Justiça…” na certeza de que as demais coisas são necessárias, mas não essenciais para a nossa sobrevivência como filhos de Deus.

Estes princípios estão sendo tratados por Deus na mente dos seus filhos (distribuídos pelo mundo inteiro), mesmo que em diferentes níveis de compreensão, creio, que para gerar o Seu Propósito Eterno em nossos dias na ante-sala do próximo século. Isto não é sem razão, então coloquemos o pé na estrada e percorramos esta proposta divina e de vida para nós.

Nota 

1. Jorge Werthein, 57 anos, sociólogo, argentino, Doutor em Educação pela Universidade de Stanford (EUA) , é representante da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) no Brasil e Coordenador do Programa Unesco/Mercosul, defende esta idéia no processo de que a educação é o pilar fundamental de direitos humanos e democracia, do desenvolvimento sustentável e da paz.

Ações Que Denunciam A Nossa Intimidade Com Deus

E votou um voto, dizendo: Senhor dos Exércitos! se benignamente atenderes para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, mas à tua serva deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha – I Sm.1.11.

Introdução

A. O apóstolo Tiago revela duas grandes verdades acerca do poder de oração entre outras verdades.

B. De posse destas duas verdades… a vida de alguém pode mudar… uma cidade pode mudar… uma nação pode mudar…o mundo pode mudar.

C. São duas sentenças, mas são duas sentenças divinas que foram produzidas no fogo de Deus. Elas saíram do Seu Eterno coração.

D. São duas sentenças, mas não são sentenças humanas…são sentenças divinas. Elas são irreversíveis, pois são DECRETOS DE DEUS.

E. Quem invalidará aquilo que o Eterno decretou?

F. Ele estabeleceu a Sua Palavra acima do Seu Próprio Nome. Ele mesmo vela por Sua Palavra para cumpri-la.

G. Tiago, instrumento do Espírito Santo, diz: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites” – Tg.4.3.

H. Há muitas pessoas que estão inclusas neste contexto: o contexto das pessoas que pedem e não recebem.

I. A outra verdade também é grandiosa: “… nada tendes porque não pedis”- Tg.3.2.b.

J. Aqui encontramos a outra face da moeda…pessoas que não recebem porque não pedem!

K. Por que estas pessoas não pedem? Por que as primeiras pedem e não recebem?

L. Talvez, a sua resposta para a primeira pergunta seja: porque elas não pedem.

M. E a resposta para a segunda pergunta? Talvez, você diga: porque elas pedem mal.

N. Muito bem, nota 10 para você. Entretanto, estas respostas não qualificam alguém como aluno que tenha cursado o pós-doutorado de Deus, nem o doutorado, nem o mestrado, nem a graduação, nem o Ensino Médio, nem o Ensino Fundamental, nem a Alfabetização de Deus. Precisamos crescer, galgar novas experiências com Deus, conquistar novas etapas com o Criador, precisamos conhecer o Pai!

O. Nesta noite, vamos examinar alguém que poderia ser reprovada num vestibular da UnB, UFRJ, USP. Alguém que nunca estaria nos bancos da Universidade de Salamanca, na Universidade de Coimbra, Sorbone ou em Harvard, mas que fez o seu pós-doutorado na Universidade Celestial e teve em todas as etapas de sua vida a aprovação do Mestre por Excelência.

P. A sua tese de doutorado intitulou-se: “Intimidade Com O Pai: Chave Essencial Para a Oração Eficaz”. Foi com esta tese aprovada com Lauda que Ana recebeu o seu grau de Doutora em Intimidade Com Deus!Q. Examinemos o texto sagrado, nas jóias preciosas que nos oferece “Numa Divina Súplica ao Deus de Toda A Deidade”:

 

I. ELA PEDE PARA DAR A DEUS
1. Não foi um pedido para si.

2. Não foi um pedido egocêntrico.

3. Não foi um pedido na horizontalidade do humano.

4. Não foi um pedido na verticalidade do humano.

5. Foi um pedido na verticalidade divina.

6. Pediu para dar a Deus. Pediu apara acariciar o coração do Pai. Pediu para fazer um afago no Pai. Pediu algo ao Pai para o próprio Pai. Só o pai pode satisfazer a Si Próprio. Pediu algo grande, nobre, na esfera divina!

7. Preocupou-se com o Pai! Como é bom ser lembrado pelos filhos!

8. Este texto, lembra-nos as palavras de um garoto de 12 anos, que depois de ser procurado por seus pais humanos durante 3 dias foi acharado no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas.

9. E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?

10. Ela tratava dos negócios do Pai.

II. ELA PEDIU PARA UM PROPÓSITO DIVINO

1. Quantos que pedem para o seu próprio propósito!

2. Quantos que pedem para propósitos egocêntricos.

3. Ela pede para um propósito divino: por todos os dias de sua vida.

4. Samuel foi o último e maior dos juízes, evidentemente considerado no Antigo Testamento como a maior figura desde Moisés (DISSE-ME, porém, o Senhor: Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, não seria a minha alma com este povo; lança-os de diante da minha face, e saiam- Jr.15.1). Um homem profundamente exercitado espiritualmente diante de Deus. Escolhido para ungir o jovem pastor de ovelhas como Rei sobre Israel e ali estava estabelecida a Casa de Davi – o messias descenderia desta casa. Ungiu àquele que seria o maior rei de Israel , foi figura chave na história e o seu nome figura na galeria dos heróis da fé em Hebreus 11.Ela pediu para um propósito divino.

III. ELA PEDE PARA A GLÓRIA DE DEUS

1. Ela pede para a glória de Deus.

2. Quantos que buscam a própria glória, mas ela estava afinada com o Pai. Era uma sintonia perfeita.

3. Jesus não buscou a sua glória, mas a do Pai.

LIÇÕES PROFUNDÍSSIMAS QUE PODEMOS ACESSAR NA TESE DE ANA”Intimidade ComO Pai: Chave Essencial Para a Oração Eficaz!”

1. O OBJETO DE SUA SÚPLICA: O IMPOSSÍVEL – ELA ERA ESTÉRIL!

2. ELA ESPECIFICOU O IMPOSSÍVEL: PEÇO UM FILHO – AQUELA CRIANÇA ERA PARA O SACERDÓCIO!

3. A maior manifestação de gratidão a Deus! Ele agradeceu na mesma proporção em que foi abençoada!

4. Deus não ficou lhe devendo nada, mas a abençoou abundantemente: Deu-lhe outros 5 filhos!

CONSIDERAÇÕES SOBRE ESTE CASO

1. Ana fez jus ao grau recebido: ” Doutora em Intimidade Com Deus!”

2. E nós? E agora José?

3. Qual o grau que Deus pode nos outorgar nesta noite ?

4. A que horas estamos de nossa vida com Deus ?

AÇÕES QUE DENUNCIAM A NOSSA INTIMIDADE COM DEUS

AÇÕES QUE TESTIFICAM A NOSSA INTIMIDADE COM DEUS

AÇÕES QUE REVELAM A NOSSA INTIMIDADE COM DEUS

AÇÕES QUE DECLARAM A NOSSA INTIMIDADE COM DEUS

AÇÕES QUE REFLETEM A NOSSA INTIMIDADE COM DEUS

TALVEZ EU OPTASSE POR QUALQUER UMA DESTAS FRASES, MAS ESCOLHI A QUE ESCOLHI, PORQUE QUIS TRATAR DE COISAS CLARAS, EVIDENTES, PRECISAS E OBJETIVAS.

A TUA FALA TE DENUNCIA!ESTE QUE PASSA SEMPRE POR NÓS É UM HOMEM SANTO DE DEUSÉS TU TAMBÉM UM DELES ?CHIBOLETE OU SIBOLETE (Então lhe diziam: Dize pois, Chibolete; porém ele dizia: Sibolete, porque o não podia pronunciar assim bem. Então pegavam dele, e o degolavam nos vaus do Jordão; e caíram de Efraim naquele tempo quarenta e dois mil.)

Conclusão

1. A nossa fala denuncia a nossa intimidade com o Pai.

2. Gostaria que você fizesse um levantamento em sua vida neste momento e fizesse um diagnóstico de sua intimidade com o Pai.

3. Deus quer que você cresça na presença d’Ele!

Rev. Alberto Matos

Aspectos Relevantes do Culto com Ceia do Senhor

Cada ser vivo, cada atitude, cada sentimento, cada idéia, cada objeto e cada coisa na vida possui os seus aspectos relevantes. São estes aspectos relevantes que caracterizam e realçam as pessoas, atitudes, sentimentos, idéias, objetos e outras coisas mais. Destituí-las de tais aspectos relevantes é produzir um esvaziamento de significado e atrofiá-las quanto à própria existência. Ao analisar-se o Culto com Ceia do Senhor tem se detectado um esvaziamento quanto aos seus aspectos relevantes. Diante deste esvaziamento, ocorre um atrofiamento do Culto com Ceia do Senhor e o mesmo apresenta-se como sendo irrelevante, individual, triste e sacrificial[1]. Neste artigo não se procura as causas, mas a correção deste esvaziamento e atrofiamento. Enumera-se como conteúdo para a reflexão da comunidade quatro aspectos que caracterizam o Culto com Ceia do Senhor[2]: essencial, comunitário, festivo e dadivoso.

I – Essencial

Toda a história do Culto Cristão tem origem, meio e fim nas palavras instituitivas do Senhor Jesus: “Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim”[3]. Com estas palavras, o Senhor Jesus determina que os Seus seguidores continuem a celebrar a Ceia[4]. Conforme Kirst, para os primeiros cristãos celebrar a Ceia era o mesmo que celebrar culto e não era algo que a igreja pudesse fazer ou deixar de fazer. Era uma questão de obediência; obedecer à ordem de Jesus. Brand afirma sob a ótica da história e da teologia que o encontro dos cristãos, em obediência, para o culto é fundamentalmente um encontro eucarístico. É um encontro de obediência, pois a ordem dada foi: “…Fazei isto em memória de mim”[5].
O realizar do Culto com Ceia do Senhor em memória do Senhor Jesus é chamado de anámnesis. Por anámnesis entende-se que a igreja ao realizar o Culto com Ceia do Senhor recorda o ato salvífico realizado pelo Senhor Jesus no passado e vivencia em seu presente a realidade deste ato. Portanto, a existência do Culto Cristão é a partir da realização da Ceia do Senhor; sem a Ceia do Senhor haverá um esvaziamento do culto.

II – Comunitário

A instituição do Culto com Santa Ceia pelo Senhor Jesus não foi realizada para indivíduos[6], mas para a igreja. A Ceia do Senhor não tem caráter individualista, ela é comunitária. É para a comunidade. Isto implica afirmar que ela inclui muito mais do que pessoas somente; inclusa nela encontra-se uma ação comunitária[7]. É o Corpo de Cristo que em unidade celebra em memória e obediência a Cristo. Diz Martini que a Eucaristia é celebrada no círculo comunitário e que este espaço é o lugar legítimo para a realização da mesma. E que no Novo Testamento, Ceia do Senhor e comunidade são inseparáveis[8]. Opinião semelhante, emite Von Allmen quando afirma: “Não há celebração da Eucaristia sem que tenha havido convite à comunhão e sem que haja de fato comunhão do povo. Essa era a única maneira em que a Igreja primitiva entendia a Eucaristia”[9]. A Eucaristia só tem sentido quando celebrada em comunidade, pois é nesta atitude que ela se revela como guardiã de seu caráter comunitário.
Martini analisa que na concepção paulina, a Ceia do Senhor tem a ver fundamentalmente com a unidade. Que para ser Ceia do Senhor, ela deve expressar a unidade do corpo. A unidade do corpo só será visível no culto se a Eucaristia for celebrada sob a ação do caráter comunitário. Não há como expressar a unidade sem espírito comunitário. O espírito comunitário oxigena a unidade do corpo. E é pela unidade que a igreja se dá a conhecer-se no mundo como Corpo de Cristo enviado a ele[10]. Na Eucaristia celebrada em comunidade sob ação e espírito comunitário, o cristão relembra que teve acesso à igreja através do mesmo batismo ao qual os seus irmãos se submeteram e que todos os cristãos formam um único corpo. Daí, conclui-se que a Ceia do Senhor revela em seu caráter comunitário, a unidade do corpo.

III – Festivo

Em muitas ocasiões em que a Eucaristia é celebrada adquire ares de morte e de tristeza. Seria este o propósito do Senhor Jesus ao instituir tal celebração em Sua Memória? Seria desejo d’Ele que a comunidade vivenciasse a tristeza por Sua morte durante a celebração? A tristeza é o sentimento adequado à celebração da Eucaristia? Sem as inquirições adequadas que permitam a busca de uma atitude coerente, a igreja atravessa os anos fazendo de uma celebração… um funeral, de um sentimento de libertação…um pesar e de uma alegria…uma tristeza.
A Eucaristia é celebração de ação de graças, porque a vida triunfou sobre a morte. As novas da ressurreição do Cristo são mais significativas do que as notícias anteriores sobre a Sua morte. É verdade que Ele morreu em lugar dos pecadores, mas a última notícia é que Ele venceu a morte e agora outorga o poder da ressurreição a todo aquele que n’Ele crê. É a tristeza que na presença divina salta de alegria![11] Agora, na celebração eucarística não há mais espaço para o cultivo da tristeza, porque a comunidade tem uma notícia mais atual: É tempo de festa, pois o Cristo ressuscitou! Ele está vivo!
A Eucaristia em momento algum apaga o fato de que Jesus – o Cordeiro de Deus – morreu pelos pecados da humanidade, mas a mensagem dela não é de morte e, sim, de vida…vida em abundância[12]. White assinala que a morte do Senhor é uma memória temperante, e mesmo assim, uma fonte de alegria[13]. Brand enfatiza que a igreja espera a vinda do seu noivo como alguém que está enamorada e que experimenta os carinhos d’Ele. Esta situação se expressa com o gozo festivo que é proporcionado pela celebração comunitária da Eucaristia[14]. Ele defende a idéia de que o gozo nupcial também influi em vários momentos do culto, ou seja, no ambiente, nas vestes, nos sentimentos, nas músicas, nas palavras, etc. Com isto fecha a idéia de que a Eucaristia é uma festa completa em todos os aspectos e é um sinal aqui na terra do que será no futuro as Bodas do Cordeiro[15].

IV – Dadivoso

A Eucaristia é detentora de um caráter dadivoso. Ela acentua, registra e convoca a igreja a entender e aplicar em sua vida – a prática de ser dadivosa porque seu Deus o é. A Eucaristia é como um letreiro luminoso, que na noite escura e sombria da bondade humana, testifica que há um Deus dadivoso. Um Deus que além de dar os bens necessários às pessoas, independentemente, se elas são boas ou más, dá-se a Si mesmo. Num mundo avarento já é difícil que as pessoas dêem alguma coisa; quanto a elas darem a si mesmas, nem pensar.
Mais do que um letreiro luminoso, a Eucaristia pode ser comparada a um monumento. Monumento que tem uma importância histórica e teológica fundamental, pois serve para estabelecer marcas na vida da comunidade quanto ao compromisso de ser dadivosa. Esta ação dadivosa que caracteriza a Eucaristia toca profundamente a comunidade, sensibilizando-a a agir em conformidade com a vontade do Senhor a quem ela serve e segue, pois Ele diz: “Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo”[16]. O apóstolo Paulo instruindo aos presbíteros da Igreja de Éfeso, disse:”… É necessário …recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber”[17]. A ênfase nestes dois textos bíblicos é que o Senhor instrui a igreja para que ela seja dadivosa. Dadivosa não só por ação, mas por natureza[18]. Natureza que foi tocada e transformada pelo Senhor. Tudo isto supracitado, é sinalizado, relembrado e vivenciado pelo caráter dadivoso da Eucaristia. A mesa da Eucaristia ao ser preparada com a realização do Ofertório, lembra à comunidade que ela recebeu as dádivas do Deus que lhe criou, sustentou e salvou. Mais do que isto, ela recebeu a Ele mesmo que Se deu em Cristo Jesus.

Conclusão

Quando não se observa o caráter essencial, comunitário, festivo e dadivoso da Eucaristia, mutila-se a mesma. Mutilar a Eucaristia é mutilar as ações divinas que são celebradas em memória d’Aquele que agiu em prol da igreja. Mutilar estas ações divinas é correr o risco de rejeitar aspectos importantes que esta anámnesis propicia ao Corpo de Cristo. Quando se rejeita estes aspectos importantes, não somente a comunidade deixa de receber os benefícios preparados e proporcionados pelo próprio Deus, mas comete o erro de esvaziar e atrofiar a Eucaristia. E esvaziar e atrofiar a Eucaristia é não atentar para uma tão grande salvação que foi realizada pelo Cristo e está refletida nesta Ceia. Portanto, a comunidade é conclamada a não cometer tais desvios quanto à Eucaristia, observando a cada celebração eucarística o seu caráter essencial, comunitário, festivo e dadivoso.

Rev. Alberto Matos
Bibliografia

BRAND, Eugene L. La liturgia cristiana. San Miguel: s.n., [19–].
GEORG, Sissi. Diaconia e culto cristão: O resgate de uma unidade essencial e suas conseqüências para a vida das comunidades cristãs. São Leopoldo: IEPG, 2003. (tese de doutorado) (especialmente p.92-133)
KIRST, Nelson. A liturgia toda: parte por parte. 1.ed. Revista e atualizada. São Leopoldo: Sinodal,2000. (Série Colméia 2)
______. Nossa liturgia: das origens até hoje. 1.ed. Revista e atualizada. São Leopoldo: Sinodal,2000. (Série Colméia 1)
KNEBELKAMP, Ari; TREIN, Hans. Liturgia: como se faz. São Leopoldo: Sinodal, 1996. (Série Colméia, 3)
MARTINI, Romeu R. Eucaristia e conflitos comunitários. São Leopoldo: Sinodal, 2003. (Série Teses e Dissertações, 18)
VON ALLMEN, J.J. O culto cristão; teologia e prática. São Paulo: Aste, 1968.
WHITE, James F. Introdução ao culto cristão. São Leopoldo: Sinodal, 1997.
________________________________________
[1] Por sacrificial denominamos a participação não espontânea do adorador no culto memorial, a pessoa cristã se faz presente não de forma dadivosa, mas porque tem uma obrigação religiosa a cumprir.
[2]Ora utilizaremos o termo Culto com Ceia do Senhor ou Culto Eucarístico, Eucaristia ou Santa Ceia ou Ceia, dependendo do termo que melhor convier, mas trata-se de palavras sinônimas.
[3] Lucas 22.19.
[4]Nelson KIRST, Nossa Liturgia: das origens até hoje, Série Colmeia, Fasc.1, p.13.
[5]I Coríntios 11.24.
[6]Romeu R. MARTINI, Eucaristia e Conflitos Comunitários, p.135.
[7]Eugene BRAND, La Liturgia Cristiana, p.23.
[8]Romeu R. MARTINI, Eucaristia e Conflitos Comunitários, p.135.
[9]J.J. Von ALLMEN, O Culto Cristão, p.368.
[10]João 17.23:”Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviate a mim…”
[11]Jó 41.22: “…Perante ele até a tristeza salta de alegria”.
[12]João 10.10b: “…Eu vim para que tenham vida, e vida com abundância”.
[13]James WHITE, Introdução ao Culto Cristão, p.180.
[14]Eugene BRAND, La Liturgia Cristiana, p.77.
[15]Apocalipse 19.7,9: “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E disse-me: escreve: Bem aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus”.
[16]Lucas 6.38.
[17]Atos 20.35.
[18] II Pe.1.4: “Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo”.

Iniciação Cristã: Sinais, Símbolos e Rituais!

O objetivo deste trabalho é desenvolver um sucinto levantamento de dados sobre a iniciação cristã, em sua preparação e batismo de candidatos envolvendo sinais, símbolos e rituais, durante os primeiros quatro séculos da Igreja.

Esta pesquisa reuniu as informações quanto aos critérios observados no processo utilizado para a preparação e batismo do postulante a ingressar na Igreja.

A coleta de dados justifica-se pela necessidade de avaliar o impacto que tais sinais, símbolos e rituais significavam para o contexto daqueles dias , objetivando o possível resgate de práticas que porventura tenham se perdido ao longo de dois milênios.

Aqueles que andaram com o Mestre por Excelência, ouviram d’Ele, publicamente, acerca dos mistérios dos céus através de parábolas (1), mas somente, a sós com Ele (2), que tomaram conhecimento do significado espiritual para a vida deles e logo aprenderam a operacionalizar os Elementos Litúrgicos (3) na rede solidária (4) que iniciaram na face da terra.

Desde cedo a Igreja aprendeu a usar a força dos sinais , símbolos e rituais (5) para ratificar e clarificar os ensinamentos, dos quais recebeu a incumbência de ser portadora (6).

Tendo como lastro a cultura judaica (7), em muito importou modelos de alegorias, tipos e sombras(8) de eventos proféticos e escatólogicos através de uma linguagem simples, mas clara e contundente.

Sendo Igreja, Sal e Luz, numa terra sem sabor e envolvida nas trevas, logo através de suas práticas naturais e cotidianas, perserverando na Instrução das Sagradas Escrituras, na Koinonia, no partir do pão e nas orações , todos os dias no Templo, louvando a Deus, eles, juntos, comiam o pão com alegria e singeleza de coração. Automaticamente, caíam na graça de todo o povo e todos os dias acrescentava o Senhor à Igreja, aqueles que se haviam de salvar.

A Igreja nos primeiros quatro séculos fez muito bom uso dos Elementos Litúrgicos que possuia em seu bojo litúrgico. Acentuando-se esta utilização no terceiro e quarto século!

Utilizou-se das formas mais diversificadas dos sinais, símbolos e rituais para visualizar no campo terreno, o espiritual.

Numa linguagem riquíssima, usando os sinais, associou o Sinal da Cruz à Unção na fronte, ouvidos, narinas e peito. A ação na fronte dos batizandos era para eles serem libertados da vergonha que o primeiro homem transgressor levou por toda a parte e para que de face descoberta eles pudessem contemplar a glória do Senhor. Nos ouvidos, para que eles pudessem ouvir a Voz do Senhor. Nas narinas para ao receber o divino ungüento pudesse dizer: “Somos para Deus, entre os que se salvam, o bom odor de Cristo. No peito, a fim de que, tendo revestido a couraça da justiça, pudessem resistir aos artifícios do diabo.Usa a imersão por 3 vezes no Batismo, como sinal semelhante que foi dado por Jesus, quando lhe pediram um sinal. Ele disse que passaria 3 dias no interior da terra, assim como Jonas havia passado três dias no interior do peixe.A imersão era realizada por três vezes para significar o sepultamento de três dias de Cristo. O Ósculo Santo era sinal da reconciliação, pois lembrava ao batizando o que Cristo falou acerca do momento em que ele fosse levar a sua oferta ao altar e se lembrasse de que alguém tinha alguma coisa contra a sua vida, deveria primeiro, reconciliar-se com o seu irmão. O Ósculo da Paz é o Ósculo da Reconciliação e, é por esta razão, que ele era apresentado como santo.

Na utilização dos símbolos, a Igreja fez uso do Despojamento das Vestes para simbolizar a imagem do despojamento do velho homem, bem como a Cristo em Sua nudez na cruz. Por Sua nudez despojou os principados e as potestades e no lenho triunfou corajosamente sobre eles. Fez uso da renúncia à Satanás, mostrando o batizando entre o Ocidente e o Oriente; tratou de apontar o Ocidente, lugar em que o sol se põe como o lugar em que as trevas dominam e, que Satã é trevas e tem o seu poder nas trevas. Quanto ao Oriente, é o lugar onde o sol nasce…lugar da luz! Lembra o profeta Malaquias 4.2: “Mas, para vós que temeis o Senhor, nascerá o Sol da Justiça…” No oriente, o sol nasce e representa O Senhor Jesus dissipando as trevas na vida cristã. Utiliza-se da água para trazer uma simbologia das mais impactantes, quando no Batismo, exemplifica que a água batismal é água da salvação para o batizando, mas água de condenação para Satanás. Isto nos lembra a passagem do Apóstolo Pedro: ” Pedra Principal e de Esquina, para os que crêem, mas Rocha de escândalo e Pedra de Tropeço para os que se perdem…(I Pe.2.6-10). A Unção com óleo de ação de graças após o Batismo significava o que Cristo falou: O Espírito do Senhor está sobre mim!

Os rituais são preciosíssimos em todo significado espiritual. Por exemplo, os 40 dias de jejum simbolizando os 40 anos que Israel passou no deserto para ser tentado; bem como os 40 dias que Cristo passou no deserto quando foi conduzido pelo Espírito Santo e, lá ,foi tentado. Durante a preparação, era comum, uma vez que os candidatos eram submetidos a processos rígidos, serem tentados para desistirem de tal decisão. O ritual dos exorcismos diários ou constantes firmava o ensinamento de que os candidatos precisariam estar purificados em suas vidas para serem recebidos na iniciação cristã.Quando o diácono oferecia água para o bispo lavar as mãos quando estivesse no altar de Deus, tinha o propósito de mostrar a necessidade de que aqueles que ministram no altar devem se purificar de todos os pecados e de todas as faltas.

Diante de uma riqueza de Elementos Litúrgicos tão imensa, visualisa-se achados importantíssimos no contexto da Iniciação Cristã para o fazer litúrgico atual. São eles:

1. A Divulgação da Fé através da Igreja de forma natural e espontânea;

2. A valorização dos Elementos Litúrgicos como elementos de expressão e visualização da riqueza divina;

3. O envolvimento litúrgico de toda a comunidade;

4. O Ministério Plural e Criativo da Igreja em ação;

5. A Instrução com maior freqüência e maior empenho para os neófitos e fiéis maduros.

Conclusão

Todos os sinais, símbolos e rituais não têm finalidade em si mesmos, mas têm como objetivo principal e final, a própria iniciação cristã.

Na iniciação cristã os sinais, símbolos e rituais são justificados em sua existência, quando interligam o batizando à realidade do mundo espiritual. É preciso olhar para eles como um conjunto; como peças fundamentais de um acontecimento maior!

Conscientes desta verdade ampliemos os horizontes de nossa mente e coração para alcançarmos maior dimensão de compreensão quanto aos Elementos Litúrgicos.

Rev. Alberto Matos

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(1)” E falou-lhe de muitas coisas por parábolas…” – Mt.13.3a.

(2) ” E acercando-se d’Ele os discípulos, disseram-Lhe: Por que lhes falas por parábolas? Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós vos é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado. Porque ‘aquele que tem, se dará, e terá em abundãncia; mas aquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. E neles se cumpre a profecia d’Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, e vendo, vereis, mas não percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, e ouviram de mau grado com seus ouvidos, e fecharam seus olhos; para que que não vejam com os olhos, e ouçam com os ouvidos, e compreendam com o coração, e se convertam, e Eu os cure. Mas bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não viram; e ouvir o que vós ouvis, e não ouviram” – Mt.13.10-17.

(3) Didaquê cap. 7-10 – Há instruções sobre o ritual do Batismo , Jejum, Oração, Eucaristia, Ação de Graças. Na instrução sobre o Batismo encontramos uma simbologia envolvendo o mesmo, pois na falta de água corrente, a água deveria ser derramada por três vezes sobre a cabeça do batizando, existindo uma associação nítida com a Trindade, uma vez que era em nome do pai, do Filho e do Espíto Santo. Na instrução sobre a oração , há a orientação de se orar três vezes por dia. Quando se instrui acerca da Eucaristia, os apóstolos afirmam que” o pão quebrado primeiro fora semeado sobre as colinas e depois recolhido para tornar-se um, assim das extremidades da terra seja unida a ti tua Igreja em teu reino…”(9.4). Na Ação de Graças, eles mencionam ” reúne esta Igreja santificada dos quatro ventos no teu reino que lhe preparaste” (10.5). Eles não somente tinham conhecimento dos Elementos Litúrgicos, como também utilizavam sinais, símbolos e rituais nas celebrações da comunidade.

(4) HOORNAERT, Eduardo. As comunidades cristãs dos primeiros séculos. In: PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanez (orgs.). História da cidadania. São Paulo: Contexto, 2003, p.81-95. Fala acerca de que a Igreja era uma rede associativa que acolhia os marginalizados.

(5) Vide nota 3.

(6) “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura” – Mc.16.15.

(7) O Profº James F. White em sua obra Introdução ao Culto Cristão, p.153, diz que o cristianismo em seu início tem as suas raízes na cultura judaica.

(8) Didaquê , cap. 16.1,5 e 6: “Vigiai sobre vossa vida. Não deixeis apagar vossas lâmpadas nem solteis o cinto de vossos rins, mas estai preparados, pois não sabeis a hora na qual Nosso Senhor vem. Então toda a criatura humana passará passará pela prova de fogo e muitos se escandalizarão e perecerão. Mas aqueles que permanecerem firmesna sua fé serão salvos por aquele que os outros amaldiçoam (pelo amaldiçoado). Aparecerão os sinais da verdade: primeiro o sinal da abertura no céu, depois o sinal do som da trombeta e, em terceiro lugar, a ressurreição dos mortos.

A Alegria da Partilha

A) Ter coisas em nossas mãos é muito bom! Produz alegria intensa!

B) Quem não se alegra por ter uma identidade? Uma vida? Uma formação acadêmica? Uma formação profissional? Uma vocação?

C) Quem não se alegra pelo fato de possuir bens? Por poder possuir uma casa? Uma chácara? Um veículo? Um bom salário?

D) Entretanto, existe uma pergunta que tem inquietado a minha alma: Por que se “alegrar” pelo fato de possuir coisas?

E) E quando perco a algo que tinha em meu poder, choro amargamente esta perda e depois de muita busca consigo achar ou reconquistar o que havia perdido?

F) Ah! Então a alegria é dobrada, duplicada. Sinto esta alegria em dobro!

G) E aí? De onde vem esta capacidade de me alegrar pelo fato de possuir coisas?

H) Seria fruto da manifestação da graça divina em minha vida?

I) A grandeza de minha alma consiste em alegrar-me porque possuo coisas? Ou porque tenho achado coisas que outrora havia perdido?

J) Uma vez eu vi um veículo movendo-se em baixa velocidade que despertou um cachorro para correr e latir incomodado com o pneu que rodava. Depois de alguns metros o carro parou! Quando o cachorro viu o pneu parado, não soube o que fazer com aquele pneu! Olhou para um lado, olhou para o outro lado, colocou a cauda entre as pernas e voltou para o seu lugar!

K) Às vezes, quando me alegro pelo fato de possuir coisas ou achar coisas que eu tinha perdido, sinto-me com uma atitude semelhante a daquele cachorro. Sem saber o que fazer quando a roda pára!

L) Fico pensando se a alegria em possuir ou achar coisas se é um fim em si mesma? Ou é apenas uma manifestação GRITANTE de minha egocentricidade?

Caso 1

Meu pai nasceu na cidade de Murtosa. Ela fica no Distrito de Aveiro. A cidade de Aveiro é bem conhecida pela sua famosa ribeira. Aveiro fica ao norte de Portugal, logo abaixo da cidade do Porto.

Meu pai nasceu num tempo muito difícil, entre a primeira e a segunda guerra mundial. Ele nasceu em 21 de julho de 1939.

Aos nove anos de idade, ele perdeu o seu pai. Sendo o meu pai, o irmão mais velho de uma família de 5 irmãos assumiu a posição de arrimo de família. Aos 18 anos, ele tomou uma decisão por causa da obrigatoriedade de se apresentar no exército, em condições muito rígidas, naquele momento pós-guerra. Fazia apenas 12 anos que cessara a 2ª Guerra Mundial, ele resolveu não se apresentar ao exército, como muitos jovens de sua idade fizeram e vir para o Brasil. Na cidade do Rio de Janeiro, ele conheceu a minha mãe, se casaram e tiveram 5 filhos. Eu sou o filho mais velho. Desde cedo andei com meu pai. Aos dois anos de idade, minha mãe me levava para o estabelecimento comercial da família. Meu pai saia para fazer compras. Minha mãe ficava ali. Na parte interna do balcão, instalava-se o meu berço. Aos quatro anos de idade, meu pai já me levava consigo para fazer compras. Sustentando-me pela mão direita dele, meus pés mal tocavam o chão. Cresci com ele em todos os aspectos. Aos catorze anos de idade, eu já havia recebido tanto de meu pai que gerenciava uma das firmas dele. Recebi muito de meu pai durante toda a minha vida! Mas, éramos apenas companheiros de jornada! Entrei em crises muitas vezes, porque detectei que me faltava uma coisa naquele relacionamento com meu pai: Não éramos amigos – não havia diálogo entre nós! Apenas conversas sobre as coisas triviais do trabalho e da vida! Meu pai nunca pôde desenvolver um relacionamento com o seu pai devido ao fato de ter perdido o seu pai quando tinha apenas nove anos de idade.

Aos 22 anos e meio fui pai – era o meu primeiro filho, depois tivemos a alegria de ter mais dois filhos. Com estes três filho adentrara em uma nova fase de vida. Quando eu tinha 25 anos, na semana que antecedeu o segundo domingo de agosto de 1987 – data em que se comemora o dia dos pais, eu escrevi uma carta com cinco folhas para meu pai. Nesta carta eu abri o meu coração e disse que desejava conhecê-lo como meu amigo, como aquele que participaria de meus fracassos e meus acertos. Ele veio à minha casa, conversamos, choramos juntos e ali começamos uma nova caminhada. Alegrei-me muito por ter encontrado esta amizade, este diálogo que estava perdido no tempo. Entretanto, passado algum tempo comecei a questionar-me: Qual a razão de minha alegria? Bem, respondi eu prá mim mesmo: Achei algo que estava perdido! Mas, a resposta não me convenceu! Senti que toda a minha busca estava voltada para a minha egocentricidade! Eu estava buscando algo, unicamente, para a minha vida!

Caso 2

Um garoto aos cinco anos de idade chamado Alexander Fleming havia perdido seu pai. Sua mãe casa-se novamente e dois anos depois morre. O padrasto toma conta dele e três anos depois, quando Alexander estava com dez anos perde o padrasto. Uma tia de Alexander Fleming, a única parente de sua vida assume a sua tutela. Depois no dia em que Alexander completa doze anos de idade, ela morre. Ali estava Alexander com apenas doze anos de idade e sozinho no mundo. Foi para um orfanato. Marcado pelas perdas das pessoas mais importantes de sua vida, teve uma vida muito difícil. Na escola, por causa de seu aspecto franzino, de ser calado e de ser alguém de pouco convívio social era menosprezado pelos colegas.

Todos os professores o rotulavam como aluno problemático. Nenhum dos professores aproximava-se dele, com exceção de uma única professora.

Esta professora resolveu aproximar-se dele e o ajudou por vários anos em suas necessidades, pacientemente dia após dia, até ele completar o seu ciclo de estudos secundários. Alexander Fleming através da ajuda dedicada da professora conseguiu achar a alegria da vida, a alegria por estar vivo apesar de ter perdido toda a sua família.
Trinta anos se passaram e esta professora, agora com 62 anos, veio a ser acometida de uma grave enfermidade. Depois de padecer nas mãos de muitos médicos e não encontrar a cura, foi informada de que só havia um médico em todo o mundo que poderia curar a sua enfermidade.

A professora foi conduzida a este médico na cidade de Londres. Ela foi atendida por este médico, mas estava preocupada o tempo todo com o preço do tratamento, pois estava informada de que era muito caro e ela não dispunha de todo este dinheiro. Enquanto ele a auscultava e já aplicava o medicamento que iria salvar a vida daquela professora, ela, com a voz trôpega dizia: – Doutor, eu não tenho dinheiro para pagar este tratamento! Entretanto, o Dr. Alexander Fleming ao constatar que estava diante da professora que o havia ajudado a encontrar alegria da vida, tranqüilizou-a, dizendo: “Não se preocupe com o preço de seu tratamento, ele já foi pago pela senhora faz muito tempo. Eu sou Alexander Fleming! Alexander Fleming era um médico bem sucedido, bem conceituado e renomado cientista!

Será que a alegria de Alexander Fleming consistia em ter se achado como ser humano?

Evangelho

Deste texto podemos tirar algumas lições importantes:

1. A mulher administra o que tem em suas mãos – sabe exatamente quantas moedas tinha: 10.
2. Ela era uma pessoa normal, não era perfeita – tinha imperfeições: perdeu uma moeda! Ela estava sujeita aos problemas da vida, às perdas da vida!
3. Entretanto, logo fez um diagnóstico – se deu conta de que faltava uma moeda.
4. Tinha consciência da perda – possuía uma elevada consciência de suas perdas, mesmo tendo em suas mãos 9 partes, soube valorizar uma parte que se havia perdido.
5. Acendeu a candeia – buscou recursos extras.
6. Fez a sua parte – varreu a casa. Teve humildade. Não mandou uma das servas, mas ela mesmo fez tarefa que estava abaixo de suas habilidades.
7. Buscou com diligência – teve uma pronta atitude.
8. Perseverou na busca até achar a moeda perdida – foi até o fim.
9. Alcançou o alvo/objetivo – achou a moeda que se propusera a encontrar.
10. Convocou as amigas e vizinhas – fez pontes. Isto exigiu esforços dela. Foi a várias casas e marcou um evento.
11. Partilha – alegrai-vos comigo, porque já achei a moeda perdida.

O que esta mulher me ensinou?

  1. A mulher não se deu por satisfeita em alegrar-se por causa da moeda encontrada. Ela convocou outras mulheres! Compartilhou algo importante: Sabe aquela moeda que eu perdi e passei vários dias procurando? Vocês estão lembradas disto, não? Era uma única moeda, mas era tão importante como as outras nove que eu não tinha perdido. Esta moeda perdida fazia parte de uma coleção muito importante de dez moedas e quando eu fui vender eu havia descoberto que as nove moedas não valiam nada sem a décima moeda, porque o importante era todo o grupo delas.
  2. Eu quero partilhar algo com vocês que é mais valioso do que a coleção das dez moedas: Deus ensinou-me a ir em busca de coisas que eu julgava estarem perdidas para sempre! Vocês podem aplicar a isto em suas vidas!
  3. Maria busque o seu filho José que saiu de casa!
  4. Isabel vá atrás de seu marido e recupere o amor dele por você!
  5. Ana vá em busca de sua mãe, peça-lhe perdão e recupere a relação de mãe e filha!
  6. Esta mulher ensinou-me que existe algo que é maior do que a alegria do achado! Este algo maior é a ALEGRIA DA PARTILHA.

Caso 1

Quanto à minha história, eu quero dizer a vocês que passados uns dois anos, eu pude começar a compartilhar a minha experiência com pessoas ombro-a-ombro, em grupos pequenos, em seminários, em eventos da família. Entretanto, eu que esperei 25 anos para começar um relacionamento de diálogo e de amizade com meu pai, já estou a 20 anos crescendo em diálogo e em amizade meus filhos. Hoje, eu posso dizer que a alegria da partilha com os meus filhos e tantas outras pessoas é MAIOR do que a alegria do meu achado!

Caso 2

Dr. Alexander Fleming não ajudou somente a sua ex-professora. Sua alegria não ficou ali, ou seja, na satisfação de ter encontrado a alegria da vida, mas ele também descobriu a alegria da partilha e por muitos anos ajudou a centenas de pessoas a serem curadas de sua enfermidade.

Implicações

1. Todos nós estamos administrando a nossa vida.

2. Como pessoas normais, descobrimos que não temos tudo para a nossa vida pessoal, familiar, profissional.

3. Conseguimos diagnosticar acerca do que precisamos.
4. Temos consciência do que nos falta.

5. Acendemos a nossa candeia – buscamos recursos extras – para alcançarmos os nossos objetivos.

6. Cada pessoa faz a sua parte para poder entrar num novo patamar de vida.

7. Cada pessoa busca com diligência pelos recursos necessários.

8. Perseveramos até aqui nesta busca até o presente momento.

9. Estamos alcançando o objetivo de nossas vidas.

10. Mas, e aí? Vamos ficar apenas com a alegria do achado? Ou vamos realizar a partilha do nosso achado para sermos participantes também da alegria da partilha?

Rev. Alberto Matos

Entrando Na Cidade

1. O apóstolo Paulo, antes de conhecer a Jesus, tinha uma vida antagônica à Missão da Igreja.

2. Enquanto a Igreja Pregava, Ensinava e Testemunhava acerca de Jesus para a Salvação das Pessoas, Paulo perseguia a mesma, respirando ameaças e mortes.

3. Paulo pediu ao Sumo Sacerdote cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns dos nazarenos, quer homens ou mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém.

4. Uma pessoa que não conhece a Jesus além de não fazer a Obra d’Ele, ainda o persegue.

I – ZELO SEM ENTENDIMENTO

1. Paulo tinha uma visão acerca de Deus : conforme a religião que recebera.

2. Ele procurava zelar pelo Nome de Deus ao seu modo. Ele não evangelizava o mundo, mas impedia a Evangelização do Mundo.

3. Ele não tinha a Luz : Jesus – É a Luz do Mundo.

4. Paulo exemplifica o grupo de pessoas que quer fazer algo para Deus, mas que não tiveram um encontro com Jesus na dimensão necessária : vêm, mas não enxergam.

II – ENTENDIMENTO SEM ZELO

1. Paulo com a sua vida, fala indiretamente de um outro grupo de pessoas que se antagoniza com a sua realidade antes de conhecer a Jesus.

2. Ë o grupo de pessoas que tem “entendimento, mas não têm zelo”.

3. Este grupo viu a Luz raiar, mas reteve os efeitos benignos da mesma: não compartilhou.

4. Este grupo é mais letal do que o primeiro, pois o primeiro peca pelo que não têm condições de ter e o último, peca pelas condições que tem de ter.

III – ENTENDIMENTO COM ZELO

1. Diante das duas opções anteriores, a melhor é a terceira.

2. Quando a Luz raiou na vida de Paulo, ele não ofereceu resistência, mas rendeu-se à Luz.

3. Prontamente, assumiu a postura de servo : “Senhor, que queres que eu faça ?”.

4. Jesus disse: “Se me chamais de Senhor, porque não fazeis o que vos mando ?”

LIÇÕES QUE O TEXTO NOS OFERECE

1. Tanto o que tem “zelo, mas não tem entendimento” , como o que tem “entendimento, mas não tem zelo” são dois opositores do Evangelho : Um faz oposição do lado de fora e o outro, do lado de dentro da Igreja.

2. Há pessoas que são religiosas, mas que estão perdendo o seu tempo, pois não se encaixaram nos parâmetros divinos.

3. Há pessoas que estão fazendo alguma coisa em Nome de Deus na aparência, mas não em essência.

4. Há pessoas que pensam que estão a serviço de Deus, mas não estão. Elas podem estar a serviço delas e dos seus propósitos, até mesmo da religião , mas não estão a serviço de Deus.

5. Quando alguém se rende ao Senhor, pode tornar-se num canal de grande proporções para a ação genuína de Deus.

6. A vida inútil de alguém, pode ser muito útil nas mãos de Deus para abençoar e salvar as pessoas. 7. Deus precisa de pessoas para salvar as pessoas que precisam de Deus.

O QUE DEUS QUER IMPRIMIR EM SEU CORAÇÃO ATRAVÉS DO TEXTO

1. Levanta-te – Deus lhe convida a tomar uma postura neste momento. Deixa a segurança do palácio. Sai do descanso. Sai do marasmo. Toma uma posição. Põe-te sobre os teus pés. Anda com os teus pés. Não tente andar com os pés dos outros.

2. Entra na cidade – Conhece a cidade. Conhece as pessoas da cidade. Conhece as necessidades da cidade…das pessoas. Entra na corrente sangüínea da cidade. Participa da vida da cidade. Seja participativo.

3. E lá te será dito o que te convém fazer – Quando alguém vê … enxerga, então compreende melhor a voz de comando. O informe toma forma. Paulo passando pela experiência da cegueira, entende a missão que lhe é destinada pelo Mestre, Senhor e Rei : Levar a Luz para os gentios (At.9.15,16).

CONCLUSÃO

1. Em que situação você se encontra: ZELO SEM ENTENDIMENTO, ENTENDIMENTO SEM ZELO ou ENTENDIMENTO COM ZELO ?

2. Se Jesus é Senhor de sua vida, então faça o que Ele ordena.

3. Assuma uma postura neste momento, entre na cidade e fique na dependência de Deus, que Ele irá lhe falar acerca do se convém fazer.

O Lugar Inadequado

A. O texto relata que Jesus nasceu numa manjedoura, porque não havia lugar na estalagem. Lc.2.7: E deu a luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.

B. A idéia que captamos é a idéia do lugar inadequado, sinônimo de frustrações, tristezas, equívocos, sonhos despedaçados (primeiro filho numa gravidez inesperada e nestas condições) .

C. Este texto retrata um pouco de cada um de nós em nossa caminhada diária, diante das circunstâncias da vida.

D. Quando vivenciamos a predominância dos lugares inadequados: na profissão, no amor (bem-me-quer), no trabalho, na família, na moradia, no salário e porque não dizer até na religião ou Igreja?!

E. Saiamos da superficialidade de uma análise a grosso modo para com este texto e caso exarado e mergulhemos um pouco para descobrir as profundezas de Deus nas lições encerradas neste acontecimento.

F. A expressão é “Não havia lugar…” Esta expressão nos lembra algo além dos nossos olhos …além do mundo físico…lembra-nos a vida de José….recebeu uma visão de Deus…mas não havia lugar para ele no seio da família…no trabalho…na moradia…no dia-a-dia…

G. A vida de José é repleta de lugares inadequados. José é um tipo de Cristo (+ de 100 tipos de Cristo = odiado pelo seu povo, vendido…etc).

H. O Lugar Inadequado (MANJEDOURA) era:

I. O LUGAR DO PROPÓSITO DIVINO

1. Isaías 42.1,2: EIS aqui o meu Servo, a quem sustenho; o meu Eleito, em quem se compraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele; juízo produzirá entre os gentios. Não clamará, não se exaltará, nem fará ouvir a sua voz na praça.

2. Mateus 11.29: Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.

3. Zacarias 9.9: Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre, e montado sobre um jumento, sobre um asninho, filho de jumenta.

4. Filipenses 2.3-11: Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

II. O LUGAR DA PROTEÇÃO DIVINA

1. O rei Herodes e toda a cidade de Jerusalém ficaram perturbados, quando os magos saídos do Oriente para Jerusalém indagaram acerca de o nde era nascido o rei dos judeus.

2. E, congregados todos os príncipes dos sacerdotes, e os escribas do povo, perguntou-lhes o nde havia de nascer o Cristo.

3. Então Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera.

4. E, enviando-os a Belém, disse: Ide, e perguntai diligentemente pelo menino, e, quando o achardes, participai-mo, para que também eu vá e o adore.

5. Depois que adoraram eles foram por divina revelação avisados em sonhos para que não voltassem para junto de Herodes, partiram para a sua terra por outro caminho.

6. E, tendo-se eles retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga; porque Herodes há de procurar o menino para o matar.

7. E esteve lá até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho.

8. Então Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos. Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias que diz: Em Ramá se ouviu uma voz, lamentação, choro e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, e não querendo ser consolada, porque já não existem. Morto porém Herodes, eis que o anjo do Senhor apareceu num sonho a José no Egito, Dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e vai para a terra de Israel; porque já estão mortos os que procuravam a morte do menino. Então ele se levantou, e tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra de Israel.

III. O LUGAR DA PROVISÃO DIVINA

1. Os magos saídos do Oriente para Jerusalém.

2. E, vendo eles a estrela, alegraram-se muito com grande alegria.

3. E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra.

IV. O LUGAR DA BÊNÇÃO DIVINA

1. E, ouvindo que Arquelau reinava na Judéia em lugar de Herodes, seu pai receou ir para lá; mas avisado em sonhos por divina revelação, foi para as partes da Galiléia.

2. E chegou, e habitou numa cidade chamada Nazaré para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno.

3. Lc.3.39-52: E, quando acabaram de cumprir tudo segundo a lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para a sua cidade de Nazaré. E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém, à festa da páscoa. E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o souberam seus pais. Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia, e procuravam-no entre os parentes e conhecidos; E, como o não encontrassem, voltaram a Jerusalém em busca dele. E aconteceu que, passados três dias o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas. E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos, E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? E eles não compreenderam as palavras que lhes dizia. E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas. E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.

4. O Lugar da Bênção Divina é o lugar no qual crescemos em sabedoria, estatura e em graça para com Deus e os homens.

Conclusão

1. A nossa tendência é a de nos queixarmos diante dos lugares inadequados em que vamos parar no nosso dia-a-dia, mas aprendamos a compreender que Deus transforma males em bênçãos.

2. Que a manjedoura é o lugar de Deus em nossas vidas para que aprendamos que não é o lugar que nos abençoa, mas o Deus a quem servimos.

3. Que a excelência do poder pertence a Deus e não ao lugar.

4. Não importa o tamanho da manjedoura, o tipo da manjedoura, o lugar da manjedoura ou o fedor da mesma, o que importa é o tamanho do Teu Deus, a qualidade do Teu Deus, o lugar que o Teu Deus te coloca agora e o cheiro do Teu Deus (Cheiro de vida e vida em abundancia).

5. Agradeça a Deus pela manjedoura recebida!

Rev. Alberto Matos